Raquel Dodge: procuradora-geral diz que vazamento de mensagens é crime e Lula deve permanecer preso 

22/06/2019 11:24

Divulgação estaria ligada a quadrilha ligada à partidos de esquerda, conforme apoiadores de Bolsonaro

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A procuradora-geral da República Raquel Dodge se pronunciou nesta sexta-feira (21) sobre as supostas mensagens trocadas pelo ministério Sérgio Moro, quando este ainda atuava como juiz da Lava Jato.

Para a procuradora, é descabido qualquer pedido de anulação do processo por parte do ex-presidente Lula para anular ação penal do caso do triplex em Guarujá, questionando a atuação do ex-juiz.

Dogde disse que é necessário confirmar a autenticidade das mensagens trocada. Pesa ainda o fato de que o material foi obtido de forma criminosa.

O julgamento do caso deve ser retomado nesta terça (25), o que fez a procuradora se manifestar. Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia, ministros do Supremo, já votaram contra o pedido de Lula. A sessão foi suspensa em virtude de um pedido de vista de Gilmar Mendes.

(Foto: divulgação)(Foto: divulgação)

 

"A Procuradora-Geral da República manifesta preocupação com a circunstância de que as supostas mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil tenham sido obtidas de maneira criminosa, e que ferem a garantia constitucional à privacidade das comunicações, a caracterizar grave atentado às autoridades constituídas brasileiras", disse.


Divulgação estaria a serviço da quadrilha ligada à partidos de esquerda, conforme afirmam os apoiadores de Bolsonaro.

A divulgação de mensagens privadas sem autorização da Justiça é crime.  Baseados nisso, apoiadores de Bolsonaro qualificam os envolvidos, na invasão e divulgação, de bandidos. O próprio ministro Sérgio Moro comentou que se trata de uma quadrilha que tenta assim soltar presos e evitar novas prisões de pessoas que teriam cometido crimes de corrupção, e se apoderado do dinheiro público. 

 

PSOL e outros partidos


A divulgação das mensagens foi feita pelo jornalista Glenn Greenwald. Homossexual assumido, ele se apresenta como marido do deputado  deputado federal David Miranda (PSOL-RJ). Esse último é do mesmo partido e assumiu a vaga do ex-deputado federal Jean wyllys, que foi se embora do Brasil. 

Apoiadores de Bolsonaro acreditam que o jornalista e seu marido tentam estabelecer estratégias para retornar o PT, de seu aliado,  o ex-presidente Lula, ao poder. Eles estariam, assim, também tentando evitar que corruptos ligados aos partidos de esquerda sejam presos.

 



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