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Os casos de violência política em Minas Gerais cresceram significativamente no segundo trimestre deste ano, segundo o boletim trimestral do Observatório da Violência Política e Eleitoral no Brasil (OVPE). O estado registrou um aumento de 60% nos incidentes, totalizando oito casos, três a mais do que no primeiro trimestre. Este crescimento mantém Minas Gerais entre os estados mais violentos do país, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará.

Casos de violência em 2024
No primeiro semestre de 2024, Minas Gerais registrou 13 casos de violência política, um aumento de 62,5% em relação ao mesmo período nas últimas eleições municipais de 2020. Em comparação, o estado teve 29 casos em 2020 e 53 em 2022, um ano marcado pela polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL).
Detalhamento dos episódios recentes
Dos oito casos reportados no segundo trimestre de 2024, cinco estão relacionados a cargos municipais. Entre eles, o assassinato de um ex-vereador de Orizânia e o homicídio do filho da vereadora Rose Oliveira (PT) de Lavras. Outros episódios incluem agressões físicas, como a do pré-candidato a prefeito de Matipó, Gabriel Neto (PL), e fraudes, como a clonagem do celular da prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (PSD).
Violência política nacional
O levantamento do OVPE também destaca um aumento de 116% nos casos de violência política no Brasil, com 128 registros no trimestre. Quase 40% desses casos tiveram como alvo vereadores. O pesquisador Miguel Carnevale observa que, enquanto os episódios municipais parecem ter pouca conexão com o embate ideológico, os níveis federal e estadual mostram influências da polarização política.
Primeira condenação por violência de gênero
O trimestre também marcou a primeira condenação de um parlamentar por violência política de gênero no Brasil. O deputado estadual Rodrigo Amorim (União Brasil) foi sentenciado a um ano, quatro meses e três dias por ataques contra a vereadora Benny Briolly (Psol), a primeira mulher trans eleita em Niterói. A pena foi convertida em serviços comunitários e multa.
Perspectivas para o futuro
Carnevale ressalta que a proximidade das eleições, marcadas para 6 de outubro, pode levar a um aumento nos casos de violência política. "Com aproximação das eleições, a violência deve seguir como uma marca presente da política brasileira", afirma. Ele também menciona que o primeiro trimestre deste ano foi atípico, mas os números do segundo trimestre indicam um retorno à média esperada para anos eleitorais.