PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A fome diminuiu pelo terceiro ano consecutivo em 2025, mas ainda afetou cerca de 645 milhões de pessoas, o equivalente a 7,8% da população mundial. O total representa uma redução de aproximadamente 14 milhões em relação a 2024 e de 43 milhões na comparação com o pico registrado em 2022.
Fome cai pelo terceiro ano, mas ainda atinge 645 milhões de pessoas no mundo
Foto: Magnific
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (21) no relatório “Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026”, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Unicef, Programa Mundial de Alimentos e Organização Mundial da Saúde. Apesar da melhora, cerca de 2,1 bilhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar moderada ou grave em 2025.
A recuperação permanece desigual entre as regiões. A África passou a concentrar aproximadamente 309 milhões de pessoas subalimentadas, acima dos 292 milhões registrados na Ásia. A proporção de africanos atingidos pela fome caiu de 20,3% em 2024 para 20% em 2025, interrompendo pela primeira vez desde 2017 a sequência de agravamento no continente.
Mesmo com a tendência de queda mundial, a meta de erradicar a fome até 2030 está distante. As projeções indicam que entre 510 milhões e 520 milhões de pessoas ainda poderão estar subalimentadas no fim da década. Os cálculos não consideram integralmente possíveis impactos de um El Niño forte em 2026 e 2027, além de reduções no financiamento humanitário e de novas pressões sobre os preços de energia, fertilizantes e alimentos.
O relatório também aponta que 2,69 bilhões de pessoas, ou 32,7% da população mundial, não tinham condições financeiras de manter uma alimentação saudável em 2025. O custo médio global dessa dieta chegou a US$ 4,28 por pessoa ao dia, em valores calculados pela paridade do poder de compra.
Na África, 66,6% da população não conseguia pagar por uma dieta saudável, mais que o dobro dos percentuais observados na Ásia e na América Latina e no Caribe. Entre os fatores que encarecem alimentos nutritivos estão deficiências no transporte, armazenamento, refrigeração, processamento e distribuição, especialmente de frutas, verduras, leite, carne e outros produtos perecíveis.
Outros indicadores também preocupam: cerca de 150 milhões de crianças menores de cinco anos apresentam atraso no crescimento, a anemia entre mulheres de 15 a 49 anos está aumentando e a obesidade entre adultos passou de 12,1% em 2012 para 16,2% em 2024. Para preservar os avanços, as agências defendem investimentos em proteção social, irrigação, armazenamento, cadeias de refrigeração, transporte e acesso dos agricultores a sementes, fertilizantes, água e crédito.