Mulher de 43 anos morre por febre maculosa em São Bernardo; cães com carrapatos foram encontrados na região

Caso ocorreu em março e foi divulgado nesta semana; exames detectaram nos parasitas a bactéria associada à doença.

22/07/2026 às 05:53 por Redação Plox

Uma mulher de 43 anos morreu após contrair febre maculosa em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O caso ocorreu em março, mas foi divulgado nesta semana. A vítima morava na região do Alvarenga, área com trechos de mata, e chegou ao serviço de saúde em estado grave, morrendo em menos de 24 horas após a internação, segundo reportagem do G1.

A apuração epidemiológica realizada após a confirmação da doença identificou cães soltos e infestados por carrapatos no endereço da paciente. Exames nos parasitas apontaram a presença da bactéria associada à febre maculosa, ainda conforme a reportagem.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jean Gorinchteyn, equipes visitaram a residência e os arredores para mapear riscos e orientar moradores. Os cães identificados receberam tratamento, e a vigilância e o setor de zoonoses também fizeram buscas na região. Não houve informação sobre a localização de outros animais com carrapatos durante essa ação.

Doença exige atendimento rápido

A febre maculosa é uma infecção causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitidas pela picada de carrapatos infectados. A forma mais grave da doença é registrada principalmente no Sudeste, e todo caso suspeito deve ser notificado às autoridades de saúde para investigação epidemiológica, informa o Ministério da Saúde.

Os primeiros sintomas podem surgir entre dois e 14 dias após o contato com o carrapato e incluem febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos e mal-estar. Manchas avermelhadas podem aparecer com a evolução do quadro, mas não estão presentes em todos os pacientes.

Como os sinais iniciais podem ser confundidos com dengue, gripe e outras infecções, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente em caso de febre após exposição a áreas com mata, vegetação alta ou presença de carrapatos. O Ministério da Saúde orienta que o tratamento seja iniciado diante da suspeita clínica, sem aguardar o resultado dos exames laboratoriais.

Como reduzir o risco

  • Usar roupas claras, calça comprida, botas e blusas de manga longa em locais com vegetação;
  • Evitar caminhar em áreas de grama alta e verificar a pele e as roupas após a exposição;
  • Examinar cães e outros animais de estimação com frequência;
  • Retirar o carrapato com uma pinça, puxando-o com firmeza, sem apertar ou esmagar o parasita;
  • Buscar assistência médica se surgirem sintomas até duas semanas depois de uma picada ou do contato com área de risco.

O serviço de saúde de São Bernardo do Campo foi alertado para identificar eventuais novos casos, enquanto moradores da região receberam orientações sobre prevenção e a necessidade de atendimento precoce diante de sintomas compatíveis com a doença.

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