Renan de Lorena é preso no Paraná suspeito de matar Thaíssa e esconder corpo em geladeira

Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, foi encontrada em setembro em uma casa em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro.

22/07/2026 às 13:23 por Redação Plox

Um homem de 32 anos, suspeito de matar a companheira e esconder o corpo dela dentro de uma geladeira, foi preso nesta terça-feira (21) em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Renan de Lorena estava foragido desde a morte de Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, ocorrida em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro.

A discussão sobre feminicídio, como o caso de Thaíssa, destaca a vulnerabilidade feminina na sociedade.

A discussão sobre feminicídio, como o caso de Thaíssa, destaca a vulnerabilidade feminina na sociedade.

Foto: Reprodução / Redes sociai

A prisão ocorreu após o compartilhamento de informações entre as polícias civis do Rio de Janeiro e do Paraná. O investigado foi localizado em um quarto alugado nos fundos de um imóvel no bairro Lagoa Dourada, depois de dois dias de diligências realizadas pelas equipes.

Suspeito apresentou nome falso durante abordagem

Segundo a Polícia Civil, o homem tentou esconder a própria identidade ao ser abordado, afirmou ser natural de São Paulo e disse que não tinha documentos. Após a conferência dos dados, os agentes confirmaram a identidade dele e cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Aos policiais, Renan teria confessado que enforcou Thaíssa durante uma discussão e colocou o corpo na geladeira após perceber que ela havia morrido. Ele também declarou estar arrependido. As informações sobre a confissão foram divulgadas pelo delegado Rodrigo Colombelli.

Corpo foi encontrado pelo padrasto da vítima

Thaíssa foi vista pela última vez em 30 de agosto de 2025. O corpo foi localizado pelo padrasto dela na noite de 3 de setembro, na residência onde o casal morava em Rio das Ostras. A investigação apontou que portas e janelas teriam sido vedadas com fita adesiva e que contatos do celular da jovem foram bloqueados para retardar a procura da família.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro também informou que havia registros anteriores de brigas e denúncias de cárcere privado envolvendo o casal, quando os dois moravam em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O relacionamento durava aproximadamente cinco anos.

Após a prisão, o suspeito foi levado para uma unidade da Divisão Estadual de Narcóticos do Paraná, onde deverá ser ouvido por videoconferência pela polícia fluminense. A previsão informada pelas autoridades é que ele seja encaminhado à cadeia pública de Foz do Iguaçu e, posteriormente, transferido para o Rio de Janeiro.

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