PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
O avanço de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) já provocou 14 mortes no Oeste Paulista em 2026 e tem aumentado a pressão sobre hospitais e prontos-socorros da região de Presidente Prudente. Unidades de saúde registram alta na procura por atendimento durante o inverno, período marcado por tempo seco e variações de temperatura.
Em Rancharia, o cenário é preocupante: a ocupação dos 105 leitos disponíveis está elevada, incluindo a Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
Foto: Reprodução/Google Maps
Presidente Prudente lidera a região em número absoluto de notificações, com 46 casos e quatro mortes neste ano. Em Rosana, foram contabilizados 14 casos e três óbitos, com taxa de 82,83 registros por 100 mil habitantes, a maior incidência proporcional entre os municípios citados no levantamento.
Em Rancharia, o Hospital e Maternidade opera com ocupação máxima na UTI e na ala de observação. A unidade dispõe de 105 leitos e, apesar do movimento acima do habitual, não havia registro de transferência de pacientes por falta de vaga até a publicação da reportagem.
A situação também atinge outros municípios. Na Santa Casa de Martinópolis, a ocupação dos leitos de internação chegou a 80%, impulsionada principalmente pela demanda de pacientes com doenças respiratórias. Em Álvares Machado, os registros de pneumonia passaram de nove em março para 27 entre junho e julho, enquanto os atendimentos por infecções das vias aéreas superiores subiram de 27 para 95 no mesmo intervalo.
A previsão indica mudança nas condições do tempo no Oeste Paulista a partir desta quarta-feira (22), com possibilidade de chuva e queda nas temperaturas nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia informou que áreas de baixa pressão e o avanço de uma frente fria favorecem instabilidade em parte de São Paulo e do Centro-Sul do país.
A Secretaria Estadual da Saúde mantém um painel público para acompanhamento da SRAG, com dados que podem ser filtrados por período, município e agente causador. O sistema reúne informações sobre casos graves de infecções respiratórias que exigem hospitalização.
Para reduzir o risco de agravamento, a orientação é manter a hidratação, ventilar os ambientes e buscar atendimento médico diante de sinais de falta de ar, desconforto respiratório ou piora importante dos sintomas. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos que exigem maior atenção.