PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
Maria Francileide Nunes Moreira do Nascimento, viúva do policial civil Arnaldo José Nascimento, voltou a ser presa na noite de terça-feira (21), em Guarulhos, na Grande São Paulo. A Justiça determinou sua prisão preventiva sob suspeita de que ela tenha encomendado o assassinato do marido por R$ 200 mil, segundo a investigação.
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O policial, de 57 anos, foi assassinado em 6 de janeiro de 2025, dentro de uma gráfica localizada em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. O comércio era administrado por Arnaldo e pela esposa. Ele foi atingido por quatro disparos.
Embora o registro inicial apontasse para latrocínio, a apuração passou a tratar o caso como um homicídio planejado. Maria Francileide já havia sido detida no começo das investigações, mas respondia ao processo em liberdade antes da nova ordem judicial.
O mandado de prisão preventiva foi decretado na segunda-feira (20). No dia seguinte, agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) encontraram a investigada em Guarulhos e a conduziram a uma delegacia do município.
A nova prisão foi determinada após o andamento do processo e a inclusão de novos elementos. Ronaldo da Silva, conhecido como Tatu e indicado como responsável pelos tiros, teria declarado durante um julgamento realizado em junho que recebeu a contratação da viúva para matar o policial civil.
Douglas Cabral de Oliveira também é apontado pela investigação como envolvido no crime. Ele e Ronaldo foram presos ainda em janeiro de 2025. A Justiça segue analisando as circunstâncias da morte de Arnaldo e a participação atribuída a cada investigado.
Maria Francileide deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (22). Na ocasião, será examinada a legalidade da prisão e a continuidade da medida preventiva. Até a publicação da matéria original, a defesa da investigada não havia se manifestado publicamente sobre a nova decisão judicial.