Viúva de policial civil volta a ser presa em Guarulhos sob suspeita de mandar matar o marido

Justiça decretou a prisão preventiva de Maria Francileide após novos elementos no processo sobre a morte de Arnaldo José Nascimento.

22/07/2026 às 18:57 por Redação Plox

Maria Francileide Nunes Moreira do Nascimento, viúva do policial civil Arnaldo José Nascimento, voltou a ser presa na noite de terça-feira (21), em Guarulhos, na Grande São Paulo. A Justiça determinou sua prisão preventiva sob suspeita de que ela tenha encomendado o assassinato do marido por R$ 200 mil, segundo a investigação.


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O policial, de 57 anos, foi assassinado em 6 de janeiro de 2025, dentro de uma gráfica localizada em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. O comércio era administrado por Arnaldo e pela esposa. Ele foi atingido por quatro disparos.

Mudança na investigação criminal

Embora o registro inicial apontasse para latrocínio, a apuração passou a tratar o caso como um homicídio planejado. Maria Francileide já havia sido detida no começo das investigações, mas respondia ao processo em liberdade antes da nova ordem judicial.

Prisão baseada em novos indícios

O mandado de prisão preventiva foi decretado na segunda-feira (20). No dia seguinte, agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) encontraram a investigada em Guarulhos e a conduziram a uma delegacia do município.

A nova prisão foi determinada após o andamento do processo e a inclusão de novos elementos. Ronaldo da Silva, conhecido como Tatu e indicado como responsável pelos tiros, teria declarado durante um julgamento realizado em junho que recebeu a contratação da viúva para matar o policial civil.

Douglas Cabral de Oliveira também é apontado pela investigação como envolvido no crime. Ele e Ronaldo foram presos ainda em janeiro de 2025. A Justiça segue analisando as circunstâncias da morte de Arnaldo e a participação atribuída a cada investigado.

Custódia definirá próximos passos

Maria Francileide deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (22). Na ocasião, será examinada a legalidade da prisão e a continuidade da medida preventiva. Até a publicação da matéria original, a defesa da investigada não havia se manifestado publicamente sobre a nova decisão judicial.

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