Bolsa Família deve permanecer sem reajuste em 2025, afirma ministro
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, argumentou que a inflação está sob controle e o brasileiro mantém o poder de compra
Por Plox
22/08/2024 10h18 - Atualizado há 12 meses
Wellington Dias, responsável pela pasta de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, indicou que o valor atual do Bolsa Família deve ser mantido no próximo ano, citando estabilidade da inflação como fator decisivo.
Ministro descarta aumento e destaca controle da inflação
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, anunciou que o Bolsa Família não deverá passar por reajustes em 2025. O benefício, que hoje assegura uma média de R$ 681,09 por família, permanecerá inalterado, segundo o ministro, devido à estabilidade da inflação no país.

Dias justificou a decisão afirmando que o poder de compra dos brasileiros tem se mantido preservado, o que, para o governo, elimina a necessidade de um aumento. "Não há nenhum estudo [de reajuste], nenhum levantamento, porque dentro da realidade, nesse momento do Brasil, nós temos o poder de compra preservado", disse o ministro.
Reavaliação do benefício condicionada à inflação
Apesar da decisão de manter o valor atual, Wellington Dias não descartou a possibilidade de um reajuste futuro, caso a inflação venha a comprometer o poder de compra dos beneficiários. Ele ressaltou que o governo está atento às variações econômicas e que, se necessário, tomará medidas para assegurar que as famílias continuem a adquirir os produtos essenciais. "Claro que também estamos atentos, qualquer momento que tiver (sic) a necessidade...", afirmou.
Orçamento em fase de finalização
A declaração do ministro foi feita antes da conclusão do Orçamento, que está sendo finalizado pelo Ministério do Planejamento. Esse documento definirá os recursos que cada ministério poderá utilizar em 2025, e a versão final do projeto deve ser apresentada na próxima semana.
Dias também reforçou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está comprometido em garantir que os mais pobres tenham não apenas o benefício, mas também o poder de compra necessário para manter sua dignidade e para que o Brasil saia do Mapa da Fome.