Cientistas reforçam possibilidade da autenticidade do Santo Sudário com nova descoberta
O sudário, que supostamente exibe a imagem de um homem barbudo, tem sido considerado por muitos como o pano que envolveu o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação.
Por Plox
22/08/2024 06h50 - Atualizado há cerca de 1 ano
Pesquisadores italianos utilizam tecnologia de raio-x para reavaliar a idade do Sudário de Turim, levantando dúvidas sobre estudos anteriores e sugerindo que o pano pode realmente datar da época de Jesus.

Descoberta desafia estudos anteriores
Uma nova análise conduzida por cientistas italianos trouxe à tona evidências que reacendem o debate sobre a autenticidade do Santo Sudário de Turim, um pedaço de linho que há séculos intriga tanto crentes quanto céticos. O sudário, que supostamente exibe a imagem de um homem barbudo, tem sido considerado por muitos como o pano que envolveu o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação.
Questionamentos sobre a datação por carbono
Em 1988, um estudo utilizando datação por carbono indicou que o sudário seria uma criação da Idade Média, sugerindo que foi produzido entre 1260 e 1390. Entretanto, o novo estudo liderado por Liberato De Caro, do Instituto de Cristalografia do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália, questiona a confiabilidade dessa análise. De Caro argumenta que as amostras usadas anteriormente poderiam ter sido contaminadas, o que comprometeria a precisão da datação.
Exame com tecnologia de raio-x
Para realizar a nova análise, a equipe italiana utilizou tecnologia de raio-x especializada para examinar oito pequenas amostras do tecido, que é guardado sob rigorosa segurança pela Igreja Católica em Turim, na Itália. O objetivo foi identificar detalhes minuciosos da estrutura do linho e padrões de celulose, elementos que deterioram com o tempo sob condições específicas de temperatura e umidade.
Comparação com linhos antigos
Os pesquisadores compararam as características do Santo Sudário com outros tecidos de linho datados do primeiro século e encontrados em Israel. A análise revelou que os padrões de envelhecimento do sudário são compatíveis com os tecidos da época de Jesus, sugerindo que o pano pode realmente ter cerca de 2.000 anos, reforçando a possibilidade de que seja contemporâneo à vida de Cristo.
Implicações para a história religiosa
Se confirmada, a descoberta poderia ter profundas implicações para a história religiosa, oferecendo suporte à crença de que o sudário foi, de fato, o pano utilizado para envolver o corpo de Jesus após sua crucificação. De acordo com a Bíblia, José de Arimateia foi o responsável por envolver o corpo de Jesus em linho antes de colocá-lo no túmulo.