Lula defende divulgação integral de dados das investigações sobre o Banco Master
Presidente criticou vazamentos seletivos e cobrou transparência para todos os envolvidos no caso, em meio a tensões no STF.
Um médico está entre quatro pessoas presas preventivamente pela Polícia Civil do Pará sob suspeita de envolvimento no assassinato do empresário Cairo Gutemberg Ribeiro Ferreira, de 25 anos, conhecido como Cairo Berg. O crime ocorreu em janeiro, em Castanhal, no nordeste do Pará. A investigação aponta Joaquim Pereira Neto como possível mandante e apura a informação de que R$ 50 mil teriam sido acertados pela execução.
Empresário foi executado a tiros e investigação levou quatro pessoas à prisão; polícia apura suposta motivação ligada a ciúmes
Foto: Foto: Reprodução.
As prisões ocorreram na terça-feira (18), durante a Operação Veritas. Além do médico, foram detidos o policial militar Felipe Pessoa Gonçalves, Paulo Victor Vaz Andrade e Sintia Morais das Chagas. Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos em Bragança, Concórdia do Pará e Ananindeua.
A principal hipótese investigada envolve um desentendimento entre Cairo e Joaquim. O delegado Allan Cavalcante, superintendente regional da Zona do Salgado, informou que uma ex-companheira do médico teria iniciado um relacionamento com o empresário após o fim da relação com Joaquim. A Polícia Civil ressalta, porém, que outras linhas de investigação não estão descartadas.
Segundo a apuração policial divulgada pela imprensa paraense, Felipe Pessoa Gonçalves é apontado como possível autor dos disparos. Paulo Victor Vaz Andrade teria conduzido a motocicleta utilizada no crime, enquanto Sintia Morais das Chagas é investigada por supostamente acompanhar a rotina e os deslocamentos da vítima. Joaquim Pereira Neto é apontado pela investigação como possível mandante.
Cairo Berg foi morto na noite de 11 de janeiro, por volta das 19h38, na Rua Comandante Francisco Assis, no centro de Castanhal. O empresário atuava no comércio de celulares e eletrônicos e foi atingido por disparos em frente ao estabelecimento onde trabalhava.
A investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, dados obtidos de aparelhos celulares, depoimentos e perícias. A polícia também identificou um imóvel que teria servido como ponto de apoio antes do homicídio. Os quatro presos permanecem à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil busca individualizar a participação de cada investigado e esclarecer completamente a motivação e o planejamento do crime.