Lula defende divulgação integral de dados das investigações sobre o Banco Master
Presidente criticou vazamentos seletivos e cobrou transparência para todos os envolvidos no caso, em meio a tensões no STF.
Recuperar parte do peso após emagrecer é uma situação frequente, especialmente entre pessoas com obesidade, e não deve ser interpretado automaticamente como falta de disciplina ou fracasso no tratamento. A obesidade é considerada uma doença crônica e pode exigir acompanhamento de longo prazo, inclusive depois que o paciente alcança a meta de peso.
Gastroenterologista afirma que reganho de peso não é falta de comprometimento nem sinônimo de fracasso
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O gastroenterologista Mauro Lúcio Jácome explica que o organismo pode reagir à perda de peso por mecanismos fisiológicos que favorecem a recuperação dos quilos perdidos. Por isso, interromper medicamentos ou outros tratamentos assim que a pessoa emagrece pode aumentar o risco de reganho.
Essa característica também aparece em estudos com medicamentos para obesidade. Uma extensão do ensaio clínico STEP 1 mostrou que participantes que interromperam o uso de semaglutida recuperaram, em média, cerca de dois terços do peso que haviam perdido durante o tratamento no período de um ano. Os pesquisadores destacaram a natureza crônica da obesidade e a necessidade de estratégias de manutenção.
Jácome afirma que o acompanhamento deve prever a fase posterior ao emagrecimento. Em vez de considerar a suspensão de um medicamento como o encerramento do tratamento, a orientação médica pode envolver uma transição para outras estratégias, conforme as características e necessidades de cada paciente.
Diretrizes recentes também recomendam acompanhamento contínuo do peso e avaliação individualizada sobre a manutenção da farmacoterapia. A decisão de continuar, modificar ou interromper medicamentos deve considerar resposta clínica, tolerância e outros fatores e ser tomada com acompanhamento profissional.
Além das mudanças no estilo de vida e dos medicamentos, o tratamento da obesidade pode envolver procedimentos como cirurgia bariátrica ou gastroplastia endoscópica, dependendo da indicação médica. Jácome defende uma abordagem que combine diferentes recursos e acompanhamento multidisciplinar, em vez de tratar o emagrecimento como uma intervenção isolada.
Dados do Vigitel mostram que a frequência de obesidade entre adultos das capitais brasileiras e do Distrito Federal passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024, um crescimento de aproximadamente 118% no período. O levantamento considera adultos com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m².
Para quem apresenta reganho de peso, a recomendação é procurar acompanhamento profissional para reavaliar a estratégia adotada. Mudanças ou interrupções de medicamentos para obesidade não devem ser feitas por conta própria, já que o planejamento da manutenção faz parte do tratamento de uma condição considerada crônica.