Revelações do ministro da Defesa apontam tensões militares no fim do governo Bolsonaro

José Múcio Monteiro detalha a resistência de setores militares à transição de poder e alude a planos golpistas

Por Plox

22/09/2023 13h16 - Atualizado há 7 meses

No cenário político brasileiro, a transição do governo de Jair Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva foi marcada por tensões, conforme revelado recentemente pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. O relato oferece uma visão dos desafios enfrentados durante a passagem de comando, especialmente no que tange à relação com a cúpula das Forças Armadas.

 

 

 

Foto: Redes Sociais @AlmirantGarnier 22.07.2021

Desconfiança nas Forças Armadas

Na última sexta-feira (22), Monteiro detalhou como era o clima com a cúpula militar no período de transição. Segundo ele, havia uma perceptível resistência por parte de muitos militares em deixar o poder. O então comandante da Marinha, ao que tudo indica, estava entre os resistente, visto que não recebeu o ministro durante esse período crítico.

 

Acusações de Intento Golpista

A narrativa se torna ainda mais grave com as alegações de intenções golpistas atribuídas ao ex-comandante da Marinha, Almir Garnier. Segundo José Múcio, Garnier estaria disposto a colocar as tropas da Força Armada à disposição de Jair Bolsonaro, caso o ex-presidente tentasse promover um golpe de Estado. Esta informação é corroborada por relatos de que Garnier foi o único comandante das Forças Armadas a mostrar alinhamento com Bolsonaro em discussões golpistas.

 

Revelações em Delação

As tensões reveladas não param por aí. Recentemente, os jornais O Globo e UOL divulgaram que, em uma delação à Polícia Federal, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, participou de reuniões onde uma minuta de golpe de Estado foi discutida com a cúpula das Forças Armadas e outros ministros militares. Tais reuniões ocorreram no Palácio da Alvorada, destacando um período de incertezas e revelando tramas que pairavam sobre a transição política do país.

O ministro da Defesa, no entanto, mencionou que ainda não dialogou com o presidente Lula sobre as recentes revelações, deixando um ar de expectativa sobre futuras repercussões destes fatos no cenário político nacional.

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