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    Vacina é trunfo brasileiro para evitar avanço da covid como na Europa e EUA

    Especialistas indicam que país não está alheio às novas ondas. Por causa disso, apontam estratégias que podem fazer o país não ter de voltar a conviver com uma escalada de mortes

    Por Plox

    22/11/2021 12h46 - Atualizado há 11 dias

    Diante de uma realidade mais controlada da pandemia da covid-19, o Brasil assiste a alguns países da Europa e os Estados Unidos enfrentarem uma nova onda de casos e mortes pela doença e à retomada de restrições. O problema lá fora acontece por um conjunto de fatores, como uma baixa taxa de cobertura vacinal em alguns países, além da presença da variante delta — conhecida por ser mais transmissível —, além da aproximação do inverno no Hemisfério Norte.

     

    (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
    (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

    Apesar de terem desembarcado, na manhã de ontem, no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), mais de dois milhões de doses de vacinas contra a covid-19 doadas pelos Estados Unidos, especialistas indicam que o Brasil não está alheio às novas ondas que acometem outras nações. Por causa disso, apontam estratégias que podem fazer o país não ter de voltar a conviver com uma escalada de mortes causadas pelo novo coronavírus.

    André Bon, infectologista do Hospital Brasília, afirma que a vantagem brasileira é que a expansão da vacinação pode ser um fator inibidor do avanço da covid-19. "A cobertura vacinal cada vez mais ampla na nossa população nos dá certa segurança quanto a essa questão", salienta.

    O infectologista lembra que a adesão às campanhas de vacinação no Brasil é mais um aspecto que o diferencia de outros países. "A gente tem, culturalmente, uma população que adere muito à vacinação, bem maior do que países europeus e Estados Unidos", observa.

    Infectologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Valéria Paes concorda e ressalta que o momento de maior tranquilidade vivido no Brasil está relacionado à vacinação, que já imunizou completamente contra a covid-19 131 milhões de pessoas. "Como vemos lá fora, esse aumento de casos ocorre principalmente entre os não vacinados. Temos que buscar quem não tomou a primeira dose e fazer com que quem tomou apenas esta tome a segunda", aponta.

     

    Terceira dose

    Jonas Brant, epidemiologista e coordenador da sala de situação de saúde da Universidade de Brasília (UnB), lembra que a dose de reforço vem como um "ganho" no combate contra uma nova onda de covid-19. "A gente tem visto que, a partir do quinto ou sexto mês, a imunidade contra o vírus começa a diminuir. Logo, a aplicação da dose de reforço garante que as pessoas voltem a ter um nível alto de imunidade contra o vírus", explica.

    Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação da aplicação da injeção adicional, que agora deve ser ministrada a toda a população adulta brasileira cinco meses depois da segunda dose. Valéria Paes vê o anúncio da expansão da dose de reforço como uma vantagem do Brasil.

    "O fato de essa terceira dose ser viabilizada no Brasil, antes de uma nova onda, diferentemente da Europa, é uma vantagem. Começar a vacinar quando já se vive um aumento de casos é pior. Se a gente puder antecipar essa injeção para evitar uma nova onda, com certeza ela vai ajudar a evitar um aumento de casos", avalia.

    Atenção

    Brant e os especialistas ouvidos pelo Correio ressaltam que, apesar de tudo, o Brasil não está alheio às novas ondas que acometem outros países. O epidemiologista diz que é preciso estar atento à situação da Europa.

     

    "Com as férias de fim de ano, há um grande trânsito entre o Brasil e Europa, e isso pode nos levar a ter um maior número de exposições a outras variantes do vírus", alerta. Ele explica que essas novas cepas podem ganhar vantagem na "competição" com outras que circulam no Brasil.

    Além disso, Jonas Brant reforça que a vacinação sozinha não é suficiente. Ele elege o tripé "vigilância, organização dos serviços (para detectar os casos rapidamente) e ações de bloqueio" como determinante para evitar uma nova onda.

    "O Brasil tem apostado muito no fortalecimento da vacinação. Mas também precisa fortalecer a atenção primária, a vigilância e a testagem para que estejamos preparados para detectar rapidamente qualquer nova variante, novos casos, e isolar essa transmissão", observa. 

    Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/11/4964853-vacina-e-trunfo-brasileiro-para-evitar-avanco-da-covid-como-na-europa-e-eua.html
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