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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surpreendeu aliados e colocou o Partido dos Trabalhadores (PT) em estado de alerta ao admitir a possibilidade de não disputar a Presidência da República em 2026. Com 80 anos na próxima eleição, o petista afirmou que sua decisão dependerá da "vontade de Deus" e ponderou sobre as limitações de saúde para enfrentar mais uma campanha.

Impacto no PT: ausência de alternativas claras
A declaração de Lula gerou apreensão entre as lideranças do PT, que há anos dependem do presidente como principal figura eleitoral. Segundo o secretário de comunicação do partido, Jilmar Tatto, o chefe do Executivo tem sido considerado o "plano A, B e C" da sigla, especialmente após o acidente que ele sofreu no final de 2024, reforçando preocupações sobre sua saúde.
O partido agora enfrenta o desafio de identificar um nome de peso para uma eventual substituição. Até o momento, figuras importantes como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) descartaram a possibilidade de concorrer ao Planalto.
Cenários e potenciais sucessores
Entre os possíveis nomes dentro da esquerda, João Campos (PSB), atual prefeito do Recife, é visto como promissor, mas enfrenta uma barreira constitucional: aos 31 anos, não atingirá a idade mínima de 35 anos para concorrer à Presidência em 2026.
Outra alternativa apontada é Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio de Janeiro. Contudo, Paes, favorito para disputar o governo do estado do Rio de Janeiro em 2026, pode não estar disposto a arriscar uma candidatura presidencial.
A saúde como fator decisivo
A saúde de Lula tem sido uma questão recorrente nos bastidores da política nacional. O presidente já declarou anteriormente que considera sua condição física um fator determinante para continuar na vida pública. Durante um encontro com ministros, ele reconheceu que uma nova campanha presidencial seria exigente e que sua participação dependerá de fatores além de sua vontade pessoal.