Tempestade de inverno leva Nova York, Geórgia e Mississippi a decretarem emergência
Fenômeno deve atingir mais de 170 milhões de pessoas nos EUA, provoca cancelamento de voos, suspensão de aulas e pode causar danos comparáveis aos de um furacão
Os Estados Unidos deixaram oficialmente a Organização Mundial da Saúde (OMS). A decisão foi comunicada em nota publicada no site do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS, na sigla em inglês), nessa quinta-feira (22/1), formalizando o fim da parceria com a agência de saúde da ONU.
Foto: Agência Brasil
Antes mesmo do desligamento formal, o governo do presidente Donald Trump já havia interrompido o financiamento e o apoio institucional à OMS, encerrando uma colaboração que vinha desde a criação da entidade, em 1948.
O financiamento e o corpo de pessoal dos Estados Unidos destinados a iniciativas da OMS foram encerrados
Marco Rubio e Robert F. Kennedy Jr., em comunicado divulgado pelo HHS
O presidente Donald Trump anunciou a saída dos EUA da OMS em janeiro de 2025, no dia em que tomou posse para o segundo mandato. Até então, o país era o maior doador da agência de saúde pública das Nações Unidas.
Entre 2024 e 2025, os Estados Unidos financiaram 75% dos programas da OMS voltados ao HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis. Os esforços internacionais de combate ao HIV, à poliomielite, à malária e à tuberculose já sentem os efeitos da suspensão da ajuda externa norte-americana.
Logo após a publicação do comunicado, a OMS retirou de sua fachada a bandeira dos Estados Unidos, gesto que também foi mencionado pelas autoridades americanas, que defendem a retomada do símbolo na sede da organização.
O governo norte-americano cita supostas “falhas da OMS durante a pandemia de Covi-19” como uma das principais razões para a retirada. As autoridades também acusam a organização de não cumprir adequadamente seu papel na gestão de emergências globais e questionam a independência política da agência internacional.
No mesmo comunicado, Washington reforça que pretende manter sua atuação em saúde global por meio de acordos bilaterais e de agências nacionais, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), mas sem a mediação da OMS.
Historicamente, os Estados Unidos são o maior financiador individual da OMS, responsáveis por cerca de 18% do orçamento total da entidade. A interrupção imediata desses recursos afeta diretamente programas de vigilância de doenças, respostas a emergências sanitárias e campanhas de vacinação em diversos países.
A própria OMS já reconheceu que a saída americana gera um cenário de incerteza financeira e operacional, com risco de enfraquecimento da cooperação global em saúde e de prejuízo à coordenação de respostas a pandemias e surtos de doenças infecciosas.
Apesar das críticas à agência, o governo dos EUA sustenta que continuará presente no cenário internacional de saúde, ainda que fora da estrutura multilateral da OMS. A decisão representa um rompimento histórico e inaugura um novo capítulo nas relações entre os Estados Unidos e a governança global da saúde.