Justiça decreta prisão de Seu Waldemar por dívida de pensão alimentícia em Goiás

Humorista acumula débito de R$ 20,6 mil, teve prisão de 90 dias decretada pela 3ª Vara de Família de Goiânia e pode ser preso no Paraguai, onde cursa medicina

23/01/2026 às 09:55 por Redação Plox

O humorista Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, conhecido como Seu Waldemar, teve a prisão decretada pela Justiça de Goiás por não pagar pensão alimentícia ao filho. A decisão partiu da 3ª Vara de Família de Goiânia, que apontou uma dívida acumulada de R$ 20.621,03. O prazo fixado para o cumprimento da prisão é de 90 dias.

Humorista tem prisão decretada após dívida de pensão alimentícia (

Humorista tem prisão decretada após dívida de pensão alimentícia (

Foto: Reprodução/Redes sociais)


Mandado de prisão está em aberto desde 2025

O mandado de prisão está em aberto desde novembro de 2025. Segundo a advogada responsável pelo processo, o humorista pode evitar ser preso caso quite integralmente o débito. Atualmente, Waldemar cursa medicina e mora no Paraguai, mas, mesmo vivendo fora do país, ele não é considerado foragido.

A defesa informou que as autoridades paraguaias já foram comunicadas sobre a decisão da Justiça goiana, em razão da residência atual do humorista no exterior.

Acusações de abandono afetivo e distanciamento do filho

Em entrevista ao g1, a mãe da criança, Sami Moura, afirmou que Waldemar mantinha pouca convivência com o filho, Enrico, e que, quando o buscava, costumava deixá-lo na casa da própria mãe.

Ele tinha um certo vínculo enquanto a avó paterna ainda era viva. Era ela quem efetivamente mantinha o vínculo do Enrico com a família paterna, sendo verdadeiramente apaixonada pelo neto e fazendo questão de estar presente.Sami Moura

De acordo com Sami, o último contato de Waldemar com o filho ocorreu em 19 de janeiro de 2025, e o pagamento da pensão não é realizado desde março do mesmo ano.

A mãe também relatou que, mesmo morando no Paraguai, o humorista esteve em Goiânia diversas vezes após se mudar, mas, segundo ela, não demonstrou interesse em visitar o filho nessas ocasiões. As queixas reforçam a acusação de abandono afetivo e a disputa judicial pela pensão alimentícia.

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