Chefe da Polícia Federal quer reunião com André Mendonça para tratar do ‘caso Master’
Andrei Rodrigues pretende discutir com o ministro do STF o andamento do inquérito sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master, após a autorização para retomada de diligências e perícias.
23/02/2026 às 11:49por Redação Plox
23/02/2026 às 11:49
— por Redação Plox
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pretende se reunir com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir o andamento do inquérito do chamado “caso Master”, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. A iniciativa ocorre após Mendonça assumir a relatoria do processo no STF e em meio a reuniões técnicas já realizadas ou agendadas entre investigadores e o gabinete do ministro.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Tom Costa/MJSP
Chefe da PF busca encontro direto com novo relator
De acordo com apuração publicada nesta segunda-feira (23), Andrei Rodrigues quer conversar pessoalmente com André Mendonça assim que retornar a Brasília, após acompanhar a comitiva presidencial em viagem à Ásia. Em encontros recentes entre a PF e o novo relator, o diretor-geral não esteve presente e foi representado por integrantes da cúpula da corporação.
A reunião direta entre o chefe da Polícia Federal e o ministro André Mendonça é tratada internamente como um movimento central para alinhar expectativas e procedimentos no inquérito do caso Master.
Na prática, a PF vem buscando ajustar com o novo relator os próximos passos e o fluxo de informações do inquérito, que mudou de mãos no STF e passou a exigir reacomodação de rotinas, autorizações e perícias.
Decisão de Mendonça define limites e condições
Conforme decisão publicada em 19 de fevereiro de 2026, a Agência Brasil informou que o ministro André Mendonça autorizou a PF a retomar diligências e perícias no caso, incluindo coleta de depoimentos e compartilhamento interno de informações para acelerar análises periciais, com ressalvas quanto à manutenção de sigilo e aos limites de acesso.
A mesma decisão estabeleceu que a abertura de novas investigações relacionadas ao caso deverá ser previamente requerida e dependerá de autorização do relator. Esse ponto reforça a necessidade de reuniões de alinhamento entre a cúpula da PF e o gabinete de Mendonça, sobretudo diante da relevância institucional do inquérito.
Efeitos na investigação e no ambiente institucional
Do ponto de vista da investigação, a troca de relatoria e as novas diretrizes do STF podem alterar prazos, prioridades e a forma como a PF formaliza pedidos — como perícias, oitivas, compartilhamentos internos de dados e eventuais desdobramentos.
No plano institucional, o caso é considerado sensível por envolver possível menção a autoridades com prerrogativa de foro, o que exige cautela adicional na tramitação e na validação de provas. A interlocução direta entre Andrei Rodrigues e André Mendonça tende a buscar justamente a estabilização desses procedimentos.
Para o noticiário e para a transparência, reuniões entre PF e relator não significam decisão de mérito, mas indicam tentativa de consolidar um rito claro para o inquérito, reduzindo riscos de questionamentos futuros sobre nulidades ou competência.
Próximos passos no caso Master
A expectativa é de que a PF e o gabinete de André Mendonça mantenham reuniões técnicas para consolidar o fluxo de trabalho do inquérito e definir quais diligências poderão seguir automaticamente e quais dependerão de autorização específica do relator.
A reunião pretendida por Andrei Rodrigues, se confirmada, deve ter caráter de coordenação institucional, sem detalhamento público de conteúdo, mas com potencial de influenciar o ritmo de despachos e autorizações no caso Master.
Até o momento, não há confirmação oficial de data e horário para o encontro direto entre o diretor-geral da PF e o ministro do STF. Há, porém, a sinalização de intenção de reunião e o registro de encontros técnicos já realizados ou previstos entre as equipes da Polícia Federal e do gabinete de André Mendonça.