CPMI do INSS é suspensa após depoente passar mal durante oitiva nesta segunda (23)
Comissão que apura suspeitas de irregularidades em descontos e empréstimos consignados enfrenta instabilidade na agenda, dúvidas sobre o comparecimento de convocados e discussão para prorrogar os trabalhos por 60 dias
23/02/2026 às 19:27por Redação Plox
23/02/2026 às 19:27
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
A CPMI do INSS, que investiga suspeitas de irregularidades em descontos e empréstimos consignados ligados a benefícios previdenciários, viveu nesta segunda-feira (23/02/2026) um dia de sessão interrompida, agenda instável e impasse sobre depoimentos e prorrogação dos trabalhos. As indefinições ocorrem em meio à pressão da presidência do colegiado para ampliar o prazo de funcionamento da comissão e garantir novas oitivas e deliberações.
Sessão da CPMI do INSS é interrompida depois de empresária chorar em depoimento
Foto: TV Senado
Instabilidade na sessão e dúvidas sobre depoimentos
Nesta segunda (23), a CPMI do INSS enfrentou mais um episódio de instabilidade na condução dos trabalhos. A sessão foi afetada por problemas durante a oitiva e, ao mesmo tempo, por um impasse em torno de depoimentos considerados centrais nesta fase da investigação.
Nos últimos dias, a comissão havia antecipado o depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para as 16h desta segunda (23), com o objetivo de priorizar a apuração sobre consignados e possíveis prejuízos a aposentados e pensionistas. A mudança de data e horário foi divulgada pela Agência Senado em 19/02/2026.
Paralelamente, veículos de imprensa passaram a noticiar que Vorcaro informou que não compareceria, amparado em decisão do STF que o dispensaria de depor. A sinalização aumentou a tensão sobre o cronograma da CPMI e sobre a realização de oitivas consideradas estratégicas.
Em outro front, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou que pretende buscar a prorrogação dos trabalhos por pelo menos 60 dias e indicou que pode recorrer ao STF diante da falta de decisão interna sobre o pedido, conforme relato publicado pela Agência Brasil nesta segunda (23).
Até o fechamento deste texto, a suspensão da CPMI do INSS especificamente por mal-estar de depoente, mencionada no comando, ainda não constava de forma clara em registros oficiais consultados. O que está confirmado por fontes jornalísticas e institucionais é o cenário de instabilidade na agenda de depoimentos, o impasse sobre o comparecimento de convocados e o movimento para estender o prazo da comissão.
O que dizem as fontes oficiais
A Agência Senado confirmou que a CPMI havia antecipado para 23/02/2026, às 16h, a oitiva de Daniel Vorcaro. O objetivo declarado era detalhar a atuação de instituição financeira na oferta de crédito vinculado a benefícios do INSS e identificar eventuais responsabilidades.
Já a Agência Brasil, repercutida por O Povo, registrou que o senador Carlos Viana defende a prorrogação do funcionamento da comissão por mais 60 dias. Segundo o relato, ele argumenta que já há assinaturas suficientes e que a extensão é necessária para aprofundar a apuração, deliberar convocações e votar quebras de sigilo, além de indicar a possibilidade de judicializar o tema no STF se não houver resposta formal do Congresso.
Efeitos para beneficiários, Congresso e cronograma
Para aposentados e pensionistas, o avanço ou travamento da CPMI influencia diretamente a velocidade de esclarecimento sobre suspeitas de irregularidades em consignados e descontos. A atuação do colegiado também pressiona órgãos públicos e instituições financeiras a apresentar dados, documentos e possíveis medidas de correção.
No âmbito do Congresso, a dificuldade em assegurar a presença de depoentes-chave e a disputa pela prorrogação da comissão tendem a restringir o espaço de investigação antes do prazo final. Isso pode afetar convocações, pedidos de documentos e a votação de requerimentos considerados sensíveis.
Do ponto de vista do calendário interno, depoimentos sob risco de cancelamento ou adiamento, somados ao prazo em contagem regressiva, aumentam a possibilidade de concentração de decisões em poucas reuniões. Esse cenário pode limitar a profundidade das apurações e reduzir o tempo disponível para análise de dados e cruzamentos de informações.
Próximos passos da CPMI do INSS
Nas próximas reuniões, a CPMI deverá discutir um novo cronograma de oitivas e estratégias para assegurar a presença de depoentes considerados essenciais, em especial aqueles ligados ao mercado de crédito consignado.
O presidente do colegiado já indicou que pretende levar adiante o pedido de prorrogação por 60 dias e, se necessário, recorrer ao STF para tentar garantir mais tempo de funcionamento da comissão.
A apuração sobre a suspensão da CPMI do INSS após depoente passar mal durante a oitiva, nesta segunda (23) segue em andamento. A atualização dessa informação dependerá da publicação de atas, registros institucionais ou notas oficiais que confirmem formalmente as circunstâncias da interrupção.
{
"canal_sugerido": {
"id": 0,
"name": "Política",
"slug": "politica",
"justificativa": "Tema trata de CPMI no Congresso, decisões do STF e prorrogação de trabalhos parlamentares."
},
"pesquisas": {
"noticias": "CPMI do INSS suspensa depoente passou mal durante oitiva 23/02/2026",
"imagens": "CPMI do INSS sessão 23/02/2026 plenário comissão Daniel Vorcaro",
"videos": "vídeo CPMI do INSS 23/02/2026 oitiva Daniel Vorcaro TV Senado",
"redes_sociais": "CPMI do INSS 23/02/2026 passou mal oitiva Vorcaro Viana"
}
}