MG confirma 3 casos de mpox em 2026; pacientes são homens e evoluíram para cura
Dois registros foram em Belo Horizonte e um em Contagem. SES-MG e prefeituras reforçam prevenção e alertam para confusões com números acumulados no painel estadual desde 2022.
23/02/2026 às 12:22por Redação Plox
23/02/2026 às 12:22
— por Redação Plox
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Minas Gerais registrou três casos confirmados de mpox em 2026, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divulgados e repercutidos por veículos locais. Todos os pacientes são homens e os casos ocorreram em Belo Horizonte e Contagem, na Região Metropolitana. Paralelamente, o órgão estadual e prefeituras vêm atuando para conter boatos e leituras equivocadas do painel epidemiológico, que levaram à circulação de informações imprecisas sobre supostos casos em cidades sem confirmação neste ano.
A mpox pode causar manchas vermelhas que evoluem para bolhas cheias de pus
Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Três casos confirmados em 2026 e correção de boatos
A SES-MG confirmou três casos de mpox em 2026 no estado. Segundo esclarecimento divulgado pela Prefeitura de Lagoa Santa, com base em nota da Secretaria de Estado de Saúde, não houve registro da doença neste ano no município. A confusão, de acordo com o comunicado, está ligada à interpretação incorreta de números acumulados desde 2022 no painel estadual, tomados por alguns leitores como dados exclusivos de 2026.
Reportagem de um veículo local indica que, até 16 de fevereiro de 2026, Minas Gerais somava 19 notificações de mpox no ano, sendo três casos confirmados, um provável, nove suspeitos e seis descartados, sem registro de óbito no período considerado.
Perfil dos casos e situação clínica
Conforme nota reproduzida pela Prefeitura de Lagoa Santa, a SES-MG informou que, em 2026, os três casos confirmados de mpox em Minas Gerais evoluíram para cura. Entre eles, dois foram registrados em Belo Horizonte e um em Contagem. Os pacientes são do sexo masculino.
A Secretaria ressalta que o painel de monitoramento pode apresentar números referentes ao acúmulo de notificações desde o início da vigilância da doença no estado. Por isso, é necessário atenção ao recorte temporal desejado — como o ano corrente — para evitar interpretações equivocadas sobre a situação epidemiológica em cada município.
Como interpretar os dados oficiais
Um dos pontos destacados pelos órgãos públicos é que municípios podem aparecer com registros no painel estadual devido a casos contabilizados desde 2022. Isso não significa, automaticamente, que tenham casos confirmados em 2026. A orientação é checar se a informação se refere ao ano atual ou ao total histórico antes de compartilhar ou tirar conclusões sobre aumento recente de ocorrências.
Para reduzir ruídos e boatos, a indicação é que prefeituras publiquem notas de esclarecimento com indicação clara do período analisado, como ano ou semana epidemiológica, sempre que houver dúvida da população ou repercussão nas redes sociais.
Sintomas, prevenção e quando buscar atendimento
No portal oficial da SES-MG, há uma página dedicada à mpox, com explicações sobre sintomas, formas de transmissão, isolamento e orientações de cuidado. A confirmação da doença depende de exame laboratorial.
Entre os sinais de alerta, a mpox pode causar lesões na pele, febre, dor no corpo, fraqueza e aumento de linfonodos (ínguas), quadro que pode ser confundido inicialmente com doenças respiratórias ou virais comuns. Diante de sintomas compatíveis, a recomendação é procurar um serviço de saúde para avaliação e possível coleta de material para exame.
Para reduzir o risco de transmissão, a orientação central é evitar contato próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele e não compartilhar objetos que possam estar contaminados, como roupas de cama e toalhas, além de manter hábitos reforçados de higiene.
Em caso de suspeita, profissionais de saúde indicam que o paciente evite contato com outras pessoas até receber orientação adequada, contribuindo para interromper possíveis cadeias de transmissão.
Monitoramento contínuo e papel da população
A tendência é que a SES-MG mantenha o monitoramento e a atualização periódica do painel estadual, bem como as orientações à rede assistencial para identificação, notificação e manejo de casos suspeitos e confirmados.
Para a população, a principal recomendação é acompanhar comunicados oficiais da SES-MG e das secretarias municipais de Saúde, verificando sempre se os dados divulgados se referem especificamente ao ano de 2026 ou ao acumulado desde o início do registro da mpox no estado.
Nesse contexto, o eixo central é a informação qualificada: MG tem 3 casos confirmados de mpox em 2026, todos com evolução para cura, enquanto o sistema de vigilância segue ativo para identificar novos registros, orientar medidas de prevenção e combater a desinformação sobre a doença.