Minas Gerais confirma três casos de mpox em 2026

SES registra infecções em homens de 35 a 45 anos, sem necessidade de hospitalização, enquanto o Brasil soma 48 casos e reforça o alerta.

23/02/2026 às 16:13 por Redação Plox

Minas Gerais confirmou três casos de mpox em 2026, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Dois deles foram registrados em Belo Horizonte, em 7 e 29 de janeiro, e o terceiro em Contagem, também em 29 de janeiro. Todos os pacientes são homens, com idades entre 35 e 45 anos, e não precisaram de hospitalização em decorrência do vírus.

Neste ano, o país enfrenta um surto da doença, com 48 casos confirmados, sendo 41 apenas no estado de São Paulo, o que acende o alerta para o avanço da infecção no Brasil.


Vídeo: YouTube




Secretário de Saúde tenta conter preocupação no estado

Com o aumento dos registros de mpox no país, cresce também a preocupação da população. Em Minas, porém, a avaliação das autoridades é de que o cenário segue dentro do esperado.

“Todo ano temos casos de mpox e em 2026 não está sendo diferente. Lembrando que a transmissão é feita por meio de contato muito próximo e físico de secreção. Então, sintomas dessas doenças vinculadas à transmissão de contato, buscar o posto de saúde, porque no tratamento imediato o risco de óbito é praticamente zero. Os casos que tivemos em Minas Gerais estão todos bem, mas nada fora da nossa curva. É uma doença de contato físico, então a população não se preocupa em ter uma transmissão de larga escala respiratória, que não é o caso”, alertou.

Fábio Bacchereti, secretário de Saúde de Minas Gerais

As declarações foram dadas durante o início da vacinação contra chikungunya em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em uma segunda-feira de 23 de fevereiro, quando o secretário destacou que a doença não se comporta como enfermidades respiratórias e não tem transmissão de larga escala.

O que é a mpox e como ocorre a transmissão

A mpox, anteriormente chamada de “monkeypox” (varíola dos macacos), é causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e da família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, transmitida principalmente pelo contato próximo e prolongado com pessoas infectadas.

A transmissão ocorre em situações de proximidade física, como abraços, beijos e relações sexuais, especialmente quando há lesões na pele, como erupções cutâneas, crostas, feridas, bolhas ou contato com fluidos corporais (secreções e sangue) de alguém contaminado.

O contágio também pode acontecer por meio de objetos recentemente infectados, como roupas, toalhas, roupas de cama e utensílios ou pratos contaminados pelo vírus após o uso por uma pessoa doente.

Segundo orientação nacional, uma pessoa pode transmitir a mpox desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões de pele. A infecção costuma evoluir em geral para quadros leves a moderados, com duração entre duas e quatro semanas.


Sintomas e evolução da doença

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Em seguida, pode surgir a chamada fase eruptiva, quando aparecem lesões de pele progressivas: começam avermelhadas, transformam-se em vesículas mais amareladas e, depois, em crostas.

Essas lesões podem surgir na face, região genital, perianal, palmas das mãos, plantas dos pés e mucosas. Nos casos graves, há risco de manifestações neurológicas e oculares.

A mpox é conhecida há décadas em países africanos, sobretudo na República Democrática do Congo. A partir de 2022, porém, ganhou destaque mundial com o início de um surto global que permanece em curso.

Quem pode tomar a vacina e como se prevenir

Médicos apontam a vacina como a principal forma de prevenção contra a mpox. O imunizante está disponível no SUS para pessoas maiores de 18 anos que vivem com HIV/Aids, usuários de PrEP e profissionais de saúde que têm contato com o vírus.

Outras medidas de prevenção incluem mudanças comportamentais em relação às parcerias sexuais, reduzindo exposições de risco e mantendo atenção a sinais e sintomas na pele.

Em ambientes hospitalares, é fundamental o uso de equipamentos de proteção pelos profissionais, além da higiene rigorosa dos espaços em que pacientes com suspeita ou confirmação da doença foram atendidos, para reduzir a chance de contaminação por superfícies e objetos.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a