Número de mortos em tempestade em Juiz de Fora e Ubá (MG) sobe para 24; 47 sumidos
Governo de Minas decretou luto oficial de três dias, enquanto resgates seguem em áreas com deslizamentos e alagamentos; Juiz de Fora confirmou 18 mortes e Ubá, seis
A Polícia Civil identificou um soldado da Polícia Militar como suspeito de matar a tiros um cachorro comunitário na calçada da Avenida Ragueb Chohfi, no Jardim Três Marias, na Zona Leste de São Paulo. O crime ocorreu em 18 de janeiro, e o nome do policial não foi divulgado.
Na manhã desta segunda-feira (23), o soldado foi conduzido por equipes da Polícia Civil e da Corregedoria da PM ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), no Centro da capital. Ele será interrogado e deverá ser indiciado para responder em liberdade pelo crime de maus-tratos a animais.

Caramelo morreu após ser baleado com sete tiros em avenida da Zona Leste de SP
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
O ataque contra o cachorro foi registrado por uma câmera de monitoramento. As imagens mostram o animal latindo para o homem, que discutia com a esposa na calçada. Em seguida, ele saca a arma, atira diversas vezes contra o cão e foge do local.
O cachorro não tinha nome nem raça definida e vivia nas ruas. Conhecido popularmente como caramelo, era cuidado por moradores do bairro e por funcionários de um shopping nas proximidades.
De acordo com laudo necroscópico, o animal foi atingido por sete disparos: um na cabeça, dois no peito e outros cinco espalhados pelo corpo. A sequência e a quantidade de tiros evidenciam a gravidade da agressão sofrida pelo cachorro comunitário.
O soldado foi identificado pela Delegacia de Crimes contra os Animais do DPPC após análise das filmagens de segurança que registraram o crime. A partir das imagens, a equipe chegou ao suspeito e representou à Justiça pela prisão temporária dele.
O pedido de prisão, porém, foi negado. A Justiça autorizou apenas o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do policial militar suspeito. Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes localizaram o soldado, que foi levado ao DPPC para prestar depoimento.
A arma usada pelo PM não foi apreendida neste caso porque já estava em poder das autoridades em razão de outra ocorrência. Em 14 de fevereiro, o soldado reagiu a um assalto e atirou contra o criminoso, e a arma acabou recolhida nesse contexto.
No DPPC, o policial será interrogado no inquérito que apura o crime de maus-tratos a animais. Após o depoimento, ele poderá ser formalmente indiciado e continuará respondendo em liberdade.
Caso seja condenado pelo crime de maus-tratos a animais, o soldado poderá receber pena de 2 a 5 anos de prisão. Na prática, esse tipo de punição costuma ser convertido pela Justiça em prestação de serviços comunitários.
O caso reacende o debate sobre a proteção de animais comunitários e a responsabilização penal em situações de violência contra eles.