PM identifica policial responsável por matar cachorro caramelo com sete tiros em SP

Soldado foi levado ao DPPC para ser interrogado; laudo aponta que o animal, conhecido como “caramelo”, levou sete disparos

23/02/2026 às 13:34 por Redação Plox

A Polícia Civil identificou um soldado da Polícia Militar como suspeito de matar a tiros um cachorro comunitário na calçada da Avenida Ragueb Chohfi, no Jardim Três Marias, na Zona Leste de São Paulo. O crime ocorreu em 18 de janeiro, e o nome do policial não foi divulgado.

Na manhã desta segunda-feira (23), o soldado foi conduzido por equipes da Polícia Civil e da Corregedoria da PM ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), no Centro da capital. Ele será interrogado e deverá ser indiciado para responder em liberdade pelo crime de maus-tratos a animais.


Caramelo morreu após ser baleado com sete tiros em avenida da Zona Leste de SP

Caramelo morreu após ser baleado com sete tiros em avenida da Zona Leste de SP

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Cão comunitário foi morto com sete disparos

O ataque contra o cachorro foi registrado por uma câmera de monitoramento. As imagens mostram o animal latindo para o homem, que discutia com a esposa na calçada. Em seguida, ele saca a arma, atira diversas vezes contra o cão e foge do local.

O cachorro não tinha nome nem raça definida e vivia nas ruas. Conhecido popularmente como caramelo, era cuidado por moradores do bairro e por funcionários de um shopping nas proximidades.

De acordo com laudo necroscópico, o animal foi atingido por sete disparos: um na cabeça, dois no peito e outros cinco espalhados pelo corpo. A sequência e a quantidade de tiros evidenciam a gravidade da agressão sofrida pelo cachorro comunitário.

Investigação identificou o policial militar

O soldado foi identificado pela Delegacia de Crimes contra os Animais do DPPC após análise das filmagens de segurança que registraram o crime. A partir das imagens, a equipe chegou ao suspeito e representou à Justiça pela prisão temporária dele.

O pedido de prisão, porém, foi negado. A Justiça autorizou apenas o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do policial militar suspeito. Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes localizaram o soldado, que foi levado ao DPPC para prestar depoimento.

Arma já havia sido apreendida em outro caso

A arma usada pelo PM não foi apreendida neste caso porque já estava em poder das autoridades em razão de outra ocorrência. Em 14 de fevereiro, o soldado reagiu a um assalto e atirou contra o criminoso, e a arma acabou recolhida nesse contexto.

No DPPC, o policial será interrogado no inquérito que apura o crime de maus-tratos a animais. Após o depoimento, ele poderá ser formalmente indiciado e continuará respondendo em liberdade.

Pena prevista e possível condenação

Caso seja condenado pelo crime de maus-tratos a animais, o soldado poderá receber pena de 2 a 5 anos de prisão. Na prática, esse tipo de punição costuma ser convertido pela Justiça em prestação de serviços comunitários.

O caso reacende o debate sobre a proteção de animais comunitários e a responsabilização penal em situações de violência contra eles.

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