Zema grava vídeo ‘estilo Nikolas’ sobre caso Banco Master e critica ministros do STF

Em gravação curta nas redes, governador de Minas cita Toffoli e Moraes, menciona possível conflito de interesses e convoca manifestação na Avenida Paulista para 1º de março

23/02/2026 às 12:35 por Redação Plox

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), divulgou nas redes sociais um vídeo em que faz críticas contundentes a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar o caso Banco Master. Com linguagem direta e duração curta, o material reproduz o “estilo Nikolas” de comunicação — rótulo dado por aliados e adversários em referência ao formato usado nas redes por políticos como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) — e também serve para convocar um ato na Avenida Paulista no próximo domingo, 1º de março de 2026.

Em vídeo, Zema questiona o porquê de ocorrer uma suposta “pressão” para barrar a investigação sobre o Banco Master

Em vídeo, Zema questiona o porquê de ocorrer uma suposta “pressão” para barrar a investigação sobre o Banco Master

Foto: Reprodução / Instagram / @romeuzemaoficial


Zema adota vídeo “estilo Nikolas” e mira ministros do STF

Segundo a repercussão em veículos nacionais, Zema usa o vídeo para questionar supostas “pressões” pela interrupção de investigações envolvendo o Banco Master e afirma que o país vive uma “farra dos intocáveis”, em referência a autoridades que, de acordo com ele, “mandam”, “julgam” e “não prestam contas”.

Na gravação, o governador cita nominalmente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ao tratar de Toffoli, menciona sua atuação no caso e faz insinuações sobre possível conflito de interesses. Já em relação a Moraes, o vídeo destaca um contrato de R$ 129 milhões ligado ao escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci, em conexão com o Banco Master — ponto que vem sendo explorado no debate político nas redes sociais.

O tom mais agressivo não é isolado. Antes da peça mais recente, publicada em 22 de fevereiro, Zema já havia elevado o nível das críticas: em 26 de janeiro de 2026, em declaração divulgada em redes, afirmou que o STF “não tem honra nem vergonha na cara” ao comentar o caso Banco Master.

Caso Banco Master e posicionamento do Banco Central

Do ponto de vista institucional, o Banco Central informou ter decretado em 18 de novembro de 2025 a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A e de outras instituições do mesmo conglomerado. Entre as razões listadas, o órgão citou “grave crise de liquidez”, “comprometimento significativo” da situação econômico-financeira e “graves violações” a normas do Sistema Financeiro Nacional.

O Banco Central também indicou que continuará adotando medidas para apurar responsabilidades dentro de suas competências legais, com possibilidade de aplicação de sanções administrativas e comunicação a autoridades competentes, conforme a legislação em vigor.

Efeitos políticos e institucionais do vídeo

Na prática, o novo movimento de Zema reforça sua estratégia de nacionalizar a própria atuação e se projetar como voz crítica ao STF, tema que mobiliza bases políticas e tende a influenciar o debate eleitoral de 2026. A escolha de um vídeo curto, em formato associado ao “estilo Nikolas”, insere o governador de Minas no mesmo tipo de disputa narrativa que tem ganhado força nas plataformas digitais.

Para investidores e entes públicos, a liquidação do Banco Master, já confirmada pelo Banco Central, permanece como pano de fundo do embate político. O caso mantém a atenção sobre possíveis impactos em aplicações financeiras, além de potenciais desdobramentos regulatórios e investigativos.

No plano institucional, a ofensiva de um governador em exercício contra ministros do STF adiciona tensão às relações entre Poderes e pode resultar em reações políticas e jurídicas, ampliando a polarização nas redes sociais. Até o momento indicado no material original, a repercussão se concentra no conteúdo publicado por Zema e na cobertura jornalística.

Convocação de ato na Paulista e próximos desdobramentos

O vídeo de Zema também funciona como chamada para uma manifestação na Avenida Paulista, marcada para 1º de março de 2026. A expectativa em torno do ato inclui a adesão de outras lideranças políticas e eventuais medidas de segurança pública a serem anunciadas por autoridades locais.

Os próximos passos envolvem acompanhar respostas oficiais de órgãos e autoridades citados, como o governo de Minas, o STF e os ministros mencionados na gravação, além de seguir os desdobramentos regulatórios e investigativos relacionados ao Banco Master após a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.

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