Associação Médica Brasileira condena o uso de medicamentos sem eficácia contra a Covid-19
No ano passado, a associação se posicionou a favor da autonomia do próprio médico ao receitar medicamentos para o tratamento
Por Plox
23/03/2021 14h25 - Atualizado há mais de 4 anos
Divulgado nesta terça-feira (23), um posicionamento da Associação Médica Brasileira (AMB) condena o uso de remédios que não têm eficácia comprovada contra a Covid-19.
No ano passado, a associação se posicionou a favor da autonomia do próprio médico ao receitar medicamentos para o tratamento. Hoje, esse novo posicionamento pede para banir os remédios como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina.
"Reafirmamos que, infelizmente, medicações como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina, nitazoxanida, azitromicina e colchicina, entre outras drogas, não possuem eficácia científica comprovada de benefício no tratamento ou prevenção da COVID-19, quer seja na prevenção, na fase inicial ou nas fases avançadas dessa doença, sendo que, portanto, a utilização desses fármacos deve ser banida", diz o texto.

A nota ainda fala sobre as notícias falsas que circulam. “Fake news desorientam pacientes. Médicos e profissionais de saúde, exaustos, já são em número insuficiente em diversas regiões do País”, diz.
A associação enfatiza que o isolamento social é uma medida eficaz e deve ser seguido por todos. “O isolamento social, com a menor circulação possível de pessoas, segue sendo imperioso para conter a propagação viral, hoje agravada pela variante brasileira P1 do coronavírus; Todos, sem exceção, temos de seguir à risca as medidas preventivas”.
Aos médicos, a nota orienta que pacientes com quadro leve da doença não devem ser medicados com corticoides. “Aos médicos, reafirmamos que o uso de corticoides e anticoagulantes devem ser reservados exclusivamente para pacientes hospitalizados e que precisem de oxigênio suplementar, não devendo ser prescritos na COVID leve”.
A nota conclui que “o Brasil requer ações unificadas e coordenadas de combate a Covid, dos governantes das esferas federal, estadual e municipal incluindo ações coordenadas de todos os ministérios, e gestores públicos e privados da saúde, sem qualquer resquício de ideologias e interesses políticos”.