Bolsonaro deixa UTI após quadro estável; PGR apoia prisão domiciliar
Ex-presidente foi transferido para um quarto no Hospital DF Star e segue com antibióticos e fisioterapia; parecer da PGR será analisado por Alexandre de Moraes no STF
23/03/2026 às 19:39por Redação Plox
23/03/2026 às 19:39
— por Redação Plox
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O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira (23), e foi transferido para um quarto após apresentar evolução clínica considerada estável. A informação foi confirmada pelo médico responsável, doutor Brasil Caiado.
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Quadro clínico segue estável após internação
Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março, depois de passar mal na Papudinha. Segundo o boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira, ele foi diagnosticado com pneumonia causada por broncoaspiração e permanece com quadro estável.
O tratamento continua com antibióticos intravenosos, além de suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.
Segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Se mantiver evolução satisfatória, deverá receber alta da terapia intensiva nas próximas 24 horas
A possibilidade de alta hospitalar completa, segundo a equipe médica, dependerá da manutenção dessa evolução considerada positiva.
PGR vê possibilidade de prisão domiciliar
No mesmo dia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. O pedido foi apresentado pela defesa e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre pena na Papudinha, em Brasília.
A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas
Paulo Gonet
Argumentos citam dever de preservação e necessidade de cuidados
No parecer encaminhado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que uma eventual prisão domiciliar estaria alinhada ao dever do Estado de preservar a integridade física e moral de pessoas sob custódia.
Ele também sustenta que o estado de saúde do ex-presidente exige cuidados constantes que, segundo o documento, seriam mais adequadamente garantidos fora do sistema prisional. Além disso, a manifestação aponta que o conjunto de comorbidades de Bolsonaro aumenta o risco de novos episódios súbitos de mal-estar, reforçando a necessidade de acompanhamento contínuo.