Bolsonaro tem melhora clínica e pode deixar UTI em 24 horas, diz boletim
Ex-presidente está internado no DF Star, em Brasília, para tratar pneumonia bacteriana bilateral após broncoaspiração; PGR defendeu no STF prisão domiciliar por razões humanitárias
23/03/2026 às 13:25por Redação Plox
23/03/2026 às 13:25
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou evolução clínica positiva e pode receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (23). Internado no hospital DF Star, em Brasília, ele segue em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de broncoaspiração, mas permanece estável, sem intercorrências e com resposta favorável às intervenções médicas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) •
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O boletim informa que Bolsonaro continua sob antibioticoterapia endovenosa, além de suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora. A equipe médica condiciona a saída da UTI à manutenção do quadro de melhora ao longo das próximas horas.
Boletim aponta estabilidade e resposta ao tratamento
De acordo com os profissionais que acompanham o ex-presidente, a evolução registrada até aqui sustenta a expectativa de transferência para fora da UTI, desde que não haja mudança no estado geral. A orientação médica é manter o monitoramento e as medidas de suporte enquanto durar o tratamento em curso.
PGR defende prisão domiciliar por razões humanitárias
A melhora clínica ocorre no momento em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu no Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente por razões humanitárias, em manifestação apresentada após pedido da defesa.
No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet argumenta que o estado de saúde de Bolsonaro exige monitoramento contínuo, o que, segundo ele, não seria plenamente assegurado no sistema prisional. Para a PGR, a permanência em ambiente familiar permitiria acompanhamento mais adequado e reduziria riscos de agravamento súbito.
A manifestação também registra que a Corte admite, em situações excepcionais, a flexibilização do regime de cumprimento de pena em casos de doenças graves, com base nos princípios da dignidade da pessoa humana e da preservação da vida.
Condenação e próxima decisão no STF
Mesmo com a possibilidade de alta da UTI, a PGR afirma que o quadro ainda demanda vigilância constante, ponto central que sustenta o pedido de mudança para o regime domiciliar.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e abolição violenta do Estado democrático de direito. Ele está preso desde novembro de 2025. A decisão final sobre eventual prisão domiciliar caberá ao relator do caso no STF, o ministro Alexandre de Moraes.