Fleury entra em negociação com Oncoclínicas e Porto para criar nova empresa de clínicas de oncologia

Tratativas foram formalizadas em term sheet e ainda dependem de due diligence, aprovações internas e eventual aval regulatório; Oncoclínicas diz que não há garantia de conclusão.

23/03/2026 às 09:05 por Redação Plox

O Grupo Fleury e a Porto Seguro passaram a integrar as negociações com a Oncoclínicas para estruturar uma nova empresa que reuniria clínicas de oncologia hoje vinculadas ao grupo especializado no tratamento de câncer. A tratativa está em fase preliminar e foi formalizada por meio de um term sheet (documento de intenções), segundo comunicações ao mercado sobre o tema.

Pelos comunicados, o desenho em discussão ainda depende de etapas como auditoria (due diligence), aprovações internas e, se necessário, aval de órgãos reguladores. As empresas envolvidas também ressaltam que, no estágio atual, não há garantia de que a operação será concluída.


Grupo Oncoclínicas

Grupo Oncoclínicas

Foto: Divulgação


Term sheet com a Porto foi assinado em 13 de março de 2026

Em documento encaminhado pela Oncoclínicas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia confirmou a assinatura de um term sheet com a Porto Seguro, com data de 13 de março de 2026. No material, a Oncoclínicas ressalta que se trata de um instrumento preliminar e não vinculante, sem obrigação de conclusão da operação.

O texto indica ainda que a eventual concretização do negócio está condicionada à negociação e assinatura de documentos definitivos, além da realização de due diligence e de aprovações corporativas e, se aplicável, de acionistas, credores e terceiros.

Estrutura em análise inclui aporte e instrumento conversível

No mesmo conjunto de informações, a Oncoclínicas afirma que, após a divulgação do assunto na mídia, reuniu dados e publicou fato relevante em 15 de março de 2026. O documento reproduz trechos de ofício da CVM que menciona informações divulgadas sobre uma possível estrutura para a operação.

Entre os pontos citados, está a separação das clínicas em uma subsidiária e um aporte de recursos. Também aparece a possibilidade de parte do investimento ocorrer por meio de instrumento conversível em participação (como uma debênture conversível), além de condicionantes relacionadas à renegociação e ao reperfilamento de dívidas.

Negociação segue preliminar e sem garantia de conclusão

As comunicações ao mercado destacam que, no estágio atual, não há segurança de que a operação será concluída, nem de que ocorrerá nos termos descritos no term sheet. O assunto é acompanhado por envolver potenciais mudanças relevantes na estrutura de ativos e passivos da Oncoclínicas e por incluir a participação de empresas de grande porte dos setores de saúde e seguros.

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