Médica sofre tentativa de estupro durante atendimento em UPA na Zona Sul de São Paulo

Suspeito de 31 anos foi preso após agarrar a profissional pelo pescoço e impedir que ela deixasse o consultório, segundo a SSP

23/03/2026 às 09:29 por Redação Plox

Uma médica de 30 anos sofreu uma tentativa de estupro enquanto atendia um paciente na UPA Vila Santa Catarina, na Zona Sul de São Paulo, por volta das 5h deste domingo (22).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), um homem de 31 anos foi preso após tentar estuprar a profissional durante o atendimento na unidade, localizada na Rua Cidade de Bagdá, na Vila Mara, na capital paulista.


A UPA Vila Santa Catarina, localizada na Rua Cidade de Bagdá, 529, na Zona Sul de São Paulo.

A UPA Vila Santa Catarina, localizada na Rua Cidade de Bagdá, 529, na Zona Sul de São Paulo.

Foto: Divulgação/PMSP


Paciente procurou atendimento por crise de ansiedade

De acordo com o boletim de ocorrência obtido pela TV Globo, o suspeito, identificado como Guilherme Henrique Moura, havia procurado atendimento médico para tratar uma crise de ansiedade.

Antes de ser chamado, ele entrou espontaneamente na sala da médica e pediu para ser atendido especificamente por ela, dizendo que se sentia mais confortável por já ter sido atendido anteriormente.

Conforme o relato da vítima, durante a consulta o paciente passou a fazer declarações de cunho sexual e afirmou que queria “se aliviar” no local. A médica negou, mas o homem insistiu em permanecer no consultório.

Segurança conteve o suspeito e GCM foi acionada

Diante da recusa, a médica se levantou para sair da sala. Nesse momento, segundo o registro, o paciente avançou, a agarrou pelo pescoço e impediu sua saída.

Para se desvencilhar, a vítima reagiu com um chute e um soco, enquanto gritava por socorro. Um segurança da unidade ouviu os gritos, foi até o consultório e encontrou o homem em contato físico com a médica. Ele conteve o suspeito e acionou a Guarda Civil Metropolitana.

Aos guardas, o homem afirmou que queria “se aliviar” com a médica e disse que sofre de depressão e ansiedade. Em depoimento, declarou ainda que faz uso de entorpecentes e que não se lembrava das falas de cunho sexual ou da agressão, atribuindo o comportamento ao uso de cocaína.

Registro na Delegacia de Defesa da Mulher

Segundo o boletim de ocorrência, há registros anteriores contra o suspeito por importunação sexual e atos obscenos. O caso foi registrado pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que agentes da GCM foram acionados para atender a ocorrência, mas, quando as equipes chegaram ao local, o suspeito já havia sido contido.

Foi realizado o "acolhimento imediato da profissional e está prestando todo o suporte necessário. A pasta lamenta o ocorrido e reforça que não compactua com qualquer tipo de violência".

Secretaria Municipal da Saúde

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