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O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) realiza nesta segunda-feira (23) uma fiscalização surpresa voltada à gestão de almoxarifados educacionais e à distribuição de uniformes nos municípios paulistas.
A ação avalia governança, equidade na entrega, condições de armazenamento, controle de estoques e a efetiva distribuição de itens escolares à rede municipal de ensino.
Em escola municipal de Várzea Paulista foram encontrados uniformes escolares adquiridos em 2023 e não distribuídos
Foto: Divulgação/TCE-SP
Cerca de 368 auditores de controle externo participam da fiscalização, realizada de forma simultânea em 300 municípios, com vistorias em Secretarias de Educação, almoxarifados centrais e unidades escolares.
O objetivo é verificar se materiais didáticos, kits escolares e uniformes estão armazenados adequadamente e se chegam, de fato, aos estudantes. Para isso, a fiscalização acompanha todo o percurso dos itens, desde a aquisição pelas prefeituras até a entrega final aos alunos.
Coordenada pelos Departamentos de Supervisão da Fiscalização (DSF I e II), a iniciativa ocorre de forma estratégica no início do ano letivo. A proposta é oferecer um diagnóstico ágil, permitindo que gestores municipais corrijam eventuais falhas antes do avanço do calendário escolar.
A fiscalização utiliza a capilaridade das 20 Unidades Regionais do Tribunal, cobrindo sedes estratégicas como Santos, Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Mogi Guaçu. Na Grande São Paulo e na região metropolitana, as diretorias de fiscalização monitoram o atendimento em cidades como Santo André, São Bernardo e Guarulhos.
Os auditores verificam in loco as condições estruturais dos almoxarifados, o registro fiel de entradas e saídas de materiais e a efetiva entrega dos itens. Todo o levantamento é feito em tempo real por meio de um questionário eletrônico, com envio de fotos e vídeos para uma Central de Comando na Capital.
Mobilizamos nosso corpo técnico para percorrer o caminho do investimento público: da Secretaria de Educação ao almoxarifado e, finalmente, à escola. Não basta a prefeitura comprar o material; a logística precisa funcionar para que o kit escolar chegue com qualidade e no tempo certo. Nossa missão é identificar onde o processo trava e garantir que o material didático e o uniforme estejam onde devem estar: com o estudante.
Cristiana de Castro Moraes, presidente do TCE-SP
Segundo a presidente do TCE-SP, a atuação busca identificar gargalos e alertar os gestores para que, caso haja desvios, o problema seja corrigido sem prejuízo aos estudantes.
A assessora técnica procuradora da Diretoria-Geral, Roberta Rocha Pereira de Veras Sebastião, destacou a dimensão da mobilização e a abrangência da operação, que alcança quase metade das cidades do estado de São Paulo. Ela afirmou que o objetivo é oferecer uma “boa fotografia” da gestão dos materiais adquiridos e entregues à rede de educação, com foco em assegurar a integridade dos itens e a disponibilização em tempo adequado para os alunos.
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Foto: Divulgação/TCE-SP
Desde 2016, o TCE-SP já promoveu 53 fiscalizações ordenadas. Segundo o tribunal, o modelo permite levantar dados comparativos sobre temas como alimentação, transporte escolar, saúde e limpeza pública.
Ao final do dia, a Corte divulgará um balanço preliminar com os principais achados da operação.
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Foto: Divulgação/TCE-SP
Sede do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
Foto: Divulgação/TCE-SP