Delegada é investigada após arma funcional ser usada em morte de gari em BH
PCMG abriu PAD contra Ana Paula Lamego Balbino Nogueira; marido dela é réu e está preso desde o crime ocorrido em agosto de 2025
23/04/2026 às 09:41por Redação Plox
23/04/2026 às 09:41
— por Redação Plox
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A delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira está sendo investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e pode perder o cargo. A apuração ocorre após a arma funcional da delegada ter sido usada no homicídio do gari Laudemir de Souza Fernandes, morto em 11 de agosto de 2025 depois de uma discussão de trânsito em Belo Horizonte.
Polícia Civil de MG abriu Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira
Foto: Reprodução/Redes sociais
Marido da delegada é réu e está preso desde a época do crime
O marido da delegada, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, é réu pela morte do gari e está preso desde a época do crime. Segundo o relato do caso, ele chegou a confessar o disparo em uma primeira conversa com os policiais, mas depois negou a autoria.
O crime tem várias testemunhas e foi parcialmente registrado por câmeras de monitoramento.
Corregedoria abre PAD e prevê prazo de 60 dias
A delegada passou a ser alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que prevê, entre as punições possíveis, a demissão. A portaria assinada pela Corregedoria-Geral da PCMG foi publicada nesta quinta-feira (23/4) e estabelece prazo de 60 dias, a contar da citação da acusada, para a conclusão dos trabalhos. O período pode ser prorrogado por mais 60 dias.
Investigação cita condutas incompatíveis com a função
De acordo com a investigação, a delegada é apurada por possíveis atos como manter conduta compatível com o cargo, além de suspeitas de agir de forma incompatível com a função, descumprir normas legais e comprometer a imagem da instituição.
Renê aguarda julgamento e delegada segue em licenças médicas
Renê teve diversos pedidos de habeas corpus negados pela Justiça e segue preso, à espera de julgamento pelo Tribunal do Júri.
Já a delegada vem emendando licenças médicas desde o crime, no fim do ano passado.