Servidores municipais de Ipatinga confirmam greve geral a partir de segunda-feira (27)

Paralisação começa às 7h, após assembleia unânime, e prevê manutenção mínima de 30% dos serviços essenciais, segundo o Sintserpi

23/04/2026 às 12:46 por Redação Plox

Os servidores públicos municipais de Ipatinga confirmaram o início de uma greve geral a partir da próxima segunda-feira (27), às 7h. A decisão foi aprovada por unanimidade em assembleia na sede do sindicato e reforçada em nota divulgada pelo Sintserpi, que aponta falta de avanço nas negociações com a administração municipal, especialmente sobre recomposição salarial e outras reivindicações da categoria.


Greve será pacífica e com manutenção mínima de serviços

No comunicado, o sindicato informa que o movimento ocorrerá de forma pacífica e dentro da legalidade, com a manutenção mínima de 30% dos serviços, conforme previsto para atividades essenciais. A entidade também afirma que, mesmo com a paralisação, serão preservados atendimentos considerados essenciais, sobretudo em áreas que envolvem risco à vida, saúde e segurança da população.

Nota divulgada pelo sindicato.

Nota divulgada pelo sindicato.

Foto: Reprodução / Redes sociais.


Nota divulgada pelo sindicato.

Nota divulgada pelo sindicato.

Foto: Reprodução / Redes sociais.


Nota divulgada pelo sindicato.

Nota divulgada pelo sindicato.

Foto: Reprodução / Redes sociais.


Atrasos em férias, horas extras e rescisões estão entre os motivos

Entre os principais motivos da paralisação, o Sintserpi cita atrasos no pagamento de férias, que atualmente chegam a cerca de três meses e que, no ano passado, teriam alcançado até seis meses. Também são mencionadas horas extras em aberto e rescisões contratuais não quitadas desde meados de 2025.


Saúde e educação concentram queixas sobre condições de trabalho

A nota destaca ainda atrasos recorrentes nos pagamentos de profissionais da saúde e condições de trabalho consideradas precárias em setores como saúde e educação. O sindicato relata denúncias de assédio moral e aumento no número de afastamentos por adoecimento, associados à sobrecarga de trabalho, além do pagamento parcial de benefícios previstos em lei municipal, como o Incentivo Financeiro Adicional destinado a agentes comunitários de saúde e de combate a endemias.

Sindicato diz que paralisação é “último recurso”

De acordo com a entidade, a greve é um último recurso diante da ausência de respostas concretas por parte do poder público. Até o momento, a administração municipal não se pronunciou oficialmente sobre a nota divulgada pelos servidores.


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