Jovem religiosa e recém-graduada: quem era a atendente morta em ataque com álcool em MG
Íris Gabriely Cândida Paulino teve 40% do corpo queimado, ficou oito dias internada e morreu no domingo (19); suspeita de 18 anos foi presa na segunda-feira (20)
23/04/2026 às 08:44por Redação Plox
23/04/2026 às 08:44
— por Redação Plox
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Morta em decorrência de queimaduras provocadas por um ataque com álcool enquanto trabalhava em um mercado na zona rural de Delfinópolis (MG), Íris Gabriely Cândida Paulino, de 24 anos, é lembrada pelos familiares como uma jovem alegre, educada e de boa índole.
Íris teve 40% do corpo queimado quando atendia no caixa da mercearia de um tio, no distrito de Olhos d’Água, em 11 de abril. Ela morreu no domingo (19), após ficar oito dias internada na ala de queimados de um hospital em São Sebastião do Paraíso.
Jovem religiosa e recém-graduada: quem era a atendente morta em ataque com álcool em MG
Foto: Reprodução
Família descreve jovem como alegre e próxima dos parentes
Segundo a família, Íris sempre morou no distrito de Olhos d’Água e trabalhava no estabelecimento onde ocorreu o crime havia quatro anos.
Era alegre, positiva, boa filha, sempre foi cuidadosa com a avó que perdemos há dois anos, amorosa, gostava de compartilhar os momentos com a família, mas também de sair com as amigas
um parente
Íris cresceu em uma família numerosa, com quase todos os parentes morando próximos no pequeno distrito. Filha de pais separados, era a caçula de três irmãs, cercada pela avó, pelas tias e pelos primos.
Uma prima afirmou que a rotina de convivência era intensa entre os familiares e destacou o sofrimento vivido durante o período em que Íris permaneceu internada após o ataque. Ela disse que nada explica tirar a vida de alguém dessa maneira.
Formação, planos e vida religiosa
A jovem se formou em administração por EAD no ano passado e estava em processo para tirar a carteira de motorista. Recentemente, teve problemas de saúde que fizeram com que perdesse muito peso e também fazia tratamento para artrite reumatoide.
De acordo com os familiares, Íris era muito religiosa. Católica, frequentava missas e grupos de oração e, neste ano, participou de um retiro espiritual de três dias. Antes de ser intubada, pediu orações para a família.
Suspeita foi presa; polícia aponta possível motivação por ciúmes
A suspeita do ataque com fogo que matou Íris foi presa na tarde de segunda-feira (20) em Delfinópolis (MG). Segundo a Polícia Militar, Marcela Alcântara Santos, de 18 anos, foi localizada em uma casa abandonada na zona rural do município, nas proximidades do distrito de Olhos d’Água.
Uma câmera de segurança registrou o crime: a jovem entrou no mercado, comprou um frasco de álcool e, após pagar, abriu a embalagem ainda no caixa e jogou o líquido sobre Íris. A vítima tentou fugir, mas foi perseguida e a suspeita ateou fogo com um isqueiro. Em seguida, Marcela foi embora caminhando.
Antes da prisão, equipes fizeram buscas em Delfinópolis e Cássia, em Minas Gerais, e em Franca, no interior de São Paulo, cidade que fica a cerca de 60 quilômetros do local do crime.
Segundo a família de Íris, a suspeita não era moradora do distrito e teria chegado à comunidade recentemente para trabalhar na lavoura.
De acordo com a PM, o namorado de Marcela relatou que, horas antes do crime, esteve no mercado com ela e que, no momento do pagamento, teria conversado com Íris no caixa. O episódio teria provocado ciúmes na namorada, o que pode ter motivado o ataque.