Polícia Civil prende mulher suspeita de vender emagrecedores clandestinos em esquema ligado a Bragança Paulista

Investigação apontou comércio ilegal de tirzepatida, substância associada a medicamentos como o Mounjaro, cuja venda não é autorizada no Brasil

23/04/2026 às 11:01 por Redação Plox

A Polícia Civil de São Paulo prendeu uma mulher suspeita de envolvimento em um esquema clandestino de venda de medicamentos emagrecedores em Bragança Paulista, no interior do estado. A detenção ocorreu em Atibaia, nesta quinta-feira (23/4).


Empresária foi presa no interior de SP. Na casa dela, policiais encontraram substâncias usadas em medicamentos de emagrecimento

Empresária foi presa no interior de SP. Na casa dela, policiais encontraram substâncias usadas em medicamentos de emagrecimento

Foto: Freepik.


Investigação começou no Paraná e envolveu transporte do Paraguai

O caso teve início no Paraná, após integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do estado, identificarem uma organização criminosa que transportava tirzepatida do Paraguai para o Brasil. A substância é usada em medicamentos como o Mounjaro, mas a venda não é autorizada pelas autoridades brasileiras.

Durante a apuração, os agentes localizaram dados de uma mulher apontada como responsável por comprar passagens de ônibus para uma “mula” transportar o produto. Na ocasião, as autoridades concluíram que ela não teve participação direta no crime e que seus dados foram usados sem consentimento.

Polícia chegou a esteticista e rastreou destino da substância

Após colaboração com o Ministério Público, policiais de Campinas avançaram nas investigações e chegaram até uma esteticista da cidade. A análise do celular da profissional indicou o destino da substância e levou até a empresária de Bragança Paulista, presa nesta quinta-feira.

Materiais e conversas apontaram comércio ilegal, diz Polícia Civil

Na residência da empresária, os policiais encontraram frascos de tirzepatida, indícios de fracionamento do produto para venda ilegal e conversas que demonstrariam a comercialização da substância.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos na investigação indicam a existência de um comércio clandestino de medicamento controlado, realizado sem autorização e em desacordo com a legislação sanitária vigente. A mulher presa foi levada à delegacia para a continuidade das providências legais.

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