Sergio Moro afirma que não concorrerá à presidência em 2026 e apoiará projeto contra o PT

Senador declara foco no Senado e reforça oposição ao governo Lula

Por Plox

23/05/2024 10h49 - Atualizado há 20 dias

Após ser absolvido pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE), o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) anunciou que não pretende disputar a presidência em 2026. Em vez disso, Moro afirmou que seu objetivo é apoiar um projeto para derrotar o Partido dos Trabalhadores (PT) no próximo pleito presidencial.

Foco no Senado e oposição a Lula

Em entrevista concedida à imprensa nesta quarta-feira (22), um dia após a decisão judicial que o livrou de uma possível inelegibilidade, Moro enfatizou que continuará focado em seu trabalho no Senado. "Sempre fui e sempre serei oposição ao governo Lula. Em 2026, estarei defendendo um projeto para derrotar o PT. Temos um plano no União Brasil com o governador Ronaldo Caiado. Meu plano em 2026 é apoiar um candidato," declarou o senador.

Absolvição pelo TSE

Na terça-feira (21), o TSE rejeitou por unanimidade os recursos do PT e do PL que pediam a cassação do mandato de Moro, livrando-o de uma inelegibilidade de oito anos. A Corte concluiu que não houve abuso nos gastos de sua pré-campanha em 2022 e que Moro não usou a pré-candidatura ao Planalto para obter maior visibilidade na disputa pelo Senado.

Senador Sergio Moro Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Relação com Bolsonaro

Moro afirmou que o julgamento foi técnico e refutou as acusações contra ele. Sobre sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador mencionou que, embora não tenha mantido contato recente, agradeceu a Bolsonaro pela tentativa de desmobilizar os recursos do PL no processo na Justiça Eleitoral. "O presidente Bolsonaro e, diga-se, a bancada dos senadores do PL pediram que não fosse interposto nenhum recurso ou que houvesse desistência [da ação contra ele]. Infelizmente, lideranças locais, mais especificamente [os deputados] Paulo Martins e Fernando Giacobo, não acolheram o pedido do presidente Bolsonaro," frisou.

Combate à corrupção e passagem pelo Ministério da Justiça

Moro relembrou sua atuação como juiz da Operação Lava Jato, destacando o combate à corrupção no Brasil. "Diziam que era impossível combater no Brasil a grande corrupção e acabar com a impunidade. E nós fizemos a Lava Jato, produto, sim, das instituições brasileiras, mas em relação ao qual eu tive uma participação relevante," ressaltou.

Ele também recordou sua passagem pelo Ministério da Justiça no governo Bolsonaro, destacando a redução no número de assassinatos durante sua gestão. "Falavam que, se nós isolássemos as lideranças do crime organizado, iriam fazer com que o país ficasse de pernas para o ar. Pois bem, nós fizemos, isolamos as lideranças do PCC [Primeiro Comando da Capital] em presídios federais de segurança máxima, acabamos com a comunicação deles com o mundo externo não monitorado," afirmou.

Vitórias eleitorais e embates entre Legislativo e Judiciário

O senador mencionou sua vitória nas eleições de 2022, onde foi eleito senador apesar do cenário de polarização. "Muita gente dizia que era impossível ser eleito naquele cenário de polarização entre Lula e Bolsonaro como candidato independente, mas fui lá e ganhamos a eleição," contou Moro.

Questionado sobre os recentes embates entre o Legislativo e o Judiciário, Moro defendeu o fim do "espírito de revanchismo" e da "polarização exacerbada" no país.

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