Comércio poderá ser suspenso por duas semanas na Macrorregião do Vale do Aço

23/06/2020 14:22

Um novo decreto que poderá suspender as atividades do comércio por 14 dias, a partir da próxima segunda-feira (29)

Uma reunião na próxima quinta-feira (25) deverá definir o futuro do funcionamento do comércio não essencial na Macrorregião do Vale do Aço. Ontem (22), representantes das cidades do Vale do Aço e entorno se reuniram com o representante do Ministério Público, Rafael Pureza e do superintendente da Saúde da Macrorregião do Vale do Aço. 

O objetivo será discutir um novo decreto que poderá suspender as atividades do comércio por 14 dias, a partir da próxima segunda-feira (29) em todas as cidades que fazem parte da região.

20140101 002230Foto: arquivo /  Marcelo Augusto / Plox
 

Em contrapartida, o Governo do estado assumiria o compromisso de investir nas cidades para aumentar o número de leitos hospitalares necessários para atender a população da macrorregião do Vale do Aço.

A reportagem do Plox entrou em contato com as prefeituras de Ipatinga (PMI) e Timóteo (PMT). Segundo a PMI, a proposta foi debatida e a próxima reunião está marcada para retomada da discussão. Números da região foram apresentados ao superintendente regional de Saúde, contudo, nenhuma decisão foi tomada ainda. A PMT também confirmou os assuntos discutidos na reunião.

Segundo a Superintendência Regional de Saúde, mais assuntos serão discutidos e aprofundados na quinta (25). 

Vale do Aço em situação preocupante

Na manhã desta terça-feira (23), durante sua participação em uma programa de TV, Romeu Zema, governador de Minas Gerais, afirmou que o Vale do Aço é uma das regiões mais preocupantes do estado, por conta do aumento do número de casos e óbitos.

Em menos de um mês, 45 pessoas morreram infectadas por coronavírus na região.

comercio-Ipatinga-marcelo-2Foto: arquivo /  Marcelo Augusto / Plox
 

Segundo o governador, além do Vale do Aço, o Triângulo Mineiro, a Zona da Mata e a Região Metropolitana de Belo Horizonte são as que mais preocupam o governo do estado.

“Além das regiões que você [apresentadora da entrevista] citou, Vale do Aço, Triângulo Mineiro e Zona da Mata, nós temos aqui a região Central, a Região Metropolitana que também nos preocupa muito. Então são quatro regiões no estado que estão com número de casos bem acima do esperado. Essas são as regiões que merecem um acompanhamento especial”, afirmou Zema.