STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Durante uma entrevista concedida à CNN, Celso Amorim, assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez um alerta contundente sobre a gravidade do cenário internacional atual.
Foto: Agência Brasil Amorim expressou profunda preocupação com os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, sugerindo que, caso esses confrontos se interliguem, o mundo poderá testemunhar o início de uma guerra com impactos globais. Segundo ele, embora não se trate necessariamente de um conflito total, haveria uma irradiação negativa de grande escala, atingindo inclusive a economia e o mercado do petróleo.
A situação se agrava, na análise do ex-chanceler, pela presença de fatores religiosos nas tensões atuais, especialmente no Oriente Médio. Ele destacou que as manifestações nos países islâmicos indicam um componente de difícil contenção. "Quando essa conotação religiosa desperta, é difícil conter", afirmou Amorim.
"Mesmo na crise dos mísseis de Cuba, havia dois líderes que podiam se comunicar. Agora são muitos atores e muito incontroláveis", enfatizou.
O assessor também comentou o recente ataque dos Estados Unidos ao Irã, ocorrido no sábado (21), que teve como alvos três instalações nucleares. O Itamaraty divulgou uma nota no domingo (22) condenando a ação, e Amorim reforçou o posicionamento: "Houve violação do direito internacional. A Carta da ONU não contempla essa história que Israel invoca de autodefesa preventiva. Isso não existe. É uma quebra total das normas internacionais — e isso está ocorrendo com frequência."
Ainda segundo o diplomata, o Brasil está diante de uma situação crítica, em que dois focos de guerra podem se expandir. “Estamos à beira do alastramento de dois conflitos perigosos, sendo que um deles é o mais perigoso”, concluiu Amorim.
A perspectiva do assessor presidencial coloca em evidência os desafios diplomáticos atuais e reforça a importância de ações coordenadas pela paz internacional.