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Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama avançado.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A indicação é restrita a pacientes que já passaram por terapia endócrina e apresentam um perfil específico do tumor: receptor de estrogênio positivo (ER+), HER2 negativo e mutação no gene do receptor de estrogênio 1, identificada pela sigla ESR1m.
Indicação é restrita a pacientes que já passaram por terapia endócrina e apresentam um perfil específico do tumor.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Essas características são verificadas por exames que analisam os marcadores biológicos e genéticos do tumor. Portanto, o novo medicamento não é destinado a todos os casos de câncer de mama, mas a pacientes que se enquadram nos critérios definidos no registro sanitário.
Desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil, o Inluriyo é administrado por via oral e foi aprovado como monoterapia, ou seja, para ser utilizado isoladamente, sem combinação obrigatória com outro medicamento antitumoral.
Tratamento será feito por via oral.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
A Anvisa não informou no comunicado o preço do produto, a previsão de início da comercialização no Brasil ou uma eventual oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Dados atualizados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no país entre 2026 e 2028. Excluídos os tumores de pele não melanoma, a doença é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras.
A Região Sudeste, onde está Minas Gerais, apresenta o maior risco estimado do país, com 88,29 novos casos para cada 100 mil mulheres. O registro do Inluriyo consta na Resolução RE nº 2.465, de 18 de junho de 2026, divulgada pela Anvisa nesta semana.