PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
A Associação do Futebol Argentino (AFA) negou que o presidente da entidade, Claudio “Chiqui” Tapia, e o tesoureiro Pablo Toviggino tenham sido interceptados pelo FBI ou submetidos à apreensão de celulares nos Estados Unidos. A manifestação ocorreu após a circulação de notícias sobre uma suposta abordagem no retorno da seleção argentina, derrotada pela Espanha na final da Copa do Mundo de 2026.
Presidente da AFA, Claudio Chiqui Tapia (à dir.) com os jogadores Messi e De Paul
Foto: reprodução/Instagram (@chiquitapia)
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (22), a AFA afirmou que o documento judicial mencionado nas reportagens não é uma intimação direcionada a Tapia ou Toviggino. A entidade também declarou que nenhuma medida de busca ou apreensão foi determinada contra os dois dirigentes.
A federação argentina confirmou que existe uma intimação emitida pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul da Flórida, mas sustentou que o destinatário é uma terceira pessoa. O documento solicita o comparecimento dessa pessoa perante um grande júri e a possível apresentação de registros e comunicações envolvendo diferentes nomes, entre eles autoridades da AFA.
Reportagens haviam afirmado que agentes federais abordaram integrantes da delegação no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, depois da derrota da Argentina por 1 a 0 para a Espanha, no domingo (19). Até o momento, o FBI não confirmou publicamente que tenha interrogado Tapia e Toviggino ou recolhido equipamentos dos dirigentes.
Autoridades americanas apuram movimentações relacionadas à TourProdEnter LLC, empresa que atuou como representante comercial internacional da AFA. As investigações analisam contratos, transferências bancárias e o destino de recursos recebidos nos Estados Unidos. Não há, até o momento, acusação criminal formal apresentada no país contra Tapia, Toviggino, Javier Faroni ou as demais pessoas mencionadas nas reportagens.
A AFA afirmou que poderá tomar medidas judiciais contra a divulgação de informações que considere falsas ou prejudiciais à imagem da instituição e de seus dirigentes. O caso segue em fase de apuração nos Estados Unidos, sem confirmação oficial de apreensões contra os responsáveis pela federação argentina.