Eleitores têm até 20 de agosto para solicitar voto em trânsito nas Eleições 2026
Pedido, alteração ou cancelamento da habilitação pode ser feito pelo Autoatendimento Eleitoral ou em cartório eleitoral.
Os médicos que atendem na rede municipal de Ipatinga decidiram interromper a paralisação após uma negociação com o secretário municipal de Saúde, em reunião na tarde dessa quinta-feira (23). A medida foi tomada enquanto os profissionais aguardam a quitação de valores atrasados e a convocação de uma nova reunião para tratar de reivindicações relacionadas a salários, contratos, retroativos e reforço das equipes. Veja os detalhes na entrevista com a médica Marina Batista, ao vivo.
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Antes do acordo, médicos que prestam serviços para o Município haviam informado que poderiam suspender os atendimentos por tempo indeterminado caso os débitos de abril e maio não fossem resolvidos. A mobilização poderia afetar UBSs, a Unidade de Pronto Atendimento e o Hospital Municipal Eliane Martins.
O comunicado da categoria foi distribuído em uma quarta-feira e estabelecia prazo de 72 horas para a paralisação, prevista para sexta-feira (24) se não houvesse quitação. Os médicos afirmaram manter o compromisso com a população, mas sustentaram não ser possível continuar trabalhando sem receber pelos serviços prestados.
Até então, não havia balanço oficial sobre o número de profissionais que adeririam ao movimento ou sobre quais atendimentos seriam preservados.
Nas tratativas, foram discutidos principalmente os pagamentos pelos serviços realizados em abril e maio. Embora o movimento tenha sido suspenso, ainda não existe uma data confirmada para o depósito referente a maio. A previsão apresentada é de que o Município receba entre 8 e 10 de agosto um recurso destinado a cobrir essa pendência.
A definição de quando os profissionais receberão continua entre os pontos monitorados após o fim temporário da mobilização.
Para os valores relativos a abril, os encaminhamentos variam conforme a unidade onde os médicos atuam. Os profissionais vinculados à UPA e ao Hospital Municipal teriam pagamento previsto para o dia em que o comunicado foi divulgado.
Já os médicos das Unidades Básicas de Saúde, as UBSs, deveriam receber os valores na virada do mês. A expectativa de regularização desses débitos esteve entre os fatores que levaram à suspensão da paralisação.
Como condição para evitar novos impactos na assistência, os médicos solicitaram que o secretário municipal de Saúde organize outra rodada de conversas. A proposta prevê a participação de representantes dos profissionais contratados como pessoas jurídicas, da LiveMed, da Secretaria de Saúde de Ipatinga e da Consaúde.
Não há data divulgada para o encontro. Além dos pagamentos pendentes, a pauta deverá abranger um possível reajuste salarial, alterações nos contratos das instituições envolvidas, aplicação de juros e correção monetária previstos contratualmente e a quitação de valores retroativos.
Os profissionais também pretendem discutir a necessidade de ampliar o número de médicos em determinados setores da rede. A reivindicação por mais equipes será apresentada junto às demandas financeiras e contratuais.
Antes do acordo, médicos que prestam serviços para o Município haviam informado que poderiam suspender os atendimentos por tempo indeterminado caso os débitos de abril e maio não fossem resolvidos. A mobilização poderia afetar UBSs, a Unidade de Pronto Atendimento e o Hospital Municipal Eliane Martins.
O comunicado da categoria foi distribuído em uma quarta-feira e estabelecia prazo de 72 horas para a paralisação, prevista para sexta-feira (24) se não houvesse quitação. Os médicos afirmaram manter o compromisso com a população, mas sustentaram não ser possível continuar trabalhando sem receber pelos serviços prestados.
Até então, não havia balanço oficial sobre o número de profissionais que adeririam ao movimento ou sobre quais atendimentos seriam preservados.
Em nota enviada à imprensa na noite de quarta-feira (22), a Prefeitura de Ipatinga informou que trabalha para regularizar os pagamentos às empresas médicas contratadas e que mantém diálogo com os prestadores para preservar a assistência à população. Conforme o Município, foi realizado, naquela quarta-feira, o pagamento de R$ 1,1 milhão aos médicos pessoas jurídicas, dentro do cronograma de quitação dos valores pendentes.
A administração municipal atribuiu parte das dificuldades financeiras ao custeio, com recursos próprios, de procedimentos de média e alta complexidade que, segundo a nota, deveriam receber financiamento federal pelo Sistema Único de Saúde. Entre 2023 e 2025, a Prefeitura afirma ter assumido esses custos para evitar a interrupção dos atendimentos.
O Município informou ter solicitado ao Ministério da Saúde uma indenização de R$ 14.490.057,21 e a recomposição permanente de R$ 7,5 milhões anuais no teto de financiamento da média e alta complexidade. De acordo com a Prefeitura, os dois pedidos foram aprovados pela Comissão Intergestores Bipartite do SUS em Minas Gerais e aguardam liberação do ministério.
Na mesma manifestação, a administração afirmou não ter recebido comunicação oficial sobre uma eventual paralisação e reiterou que busca concluir a regularização dos pagamentos.