Médicos suspendem paralisação após negociação com Saúde de Ipatinga (MG)

Profissionais aguardam a quitação de valores atrasados e uma nova reunião sobre salários, contratos, retroativos e reforço das equipes.

23/07/2026 às 22:01 por Redação Plox

Os médicos que atendem na rede municipal de Ipatinga decidiram interromper a paralisação após uma negociação com o secretário municipal de Saúde, em reunião na tarde dessa quinta-feira (23). A medida foi tomada enquanto os profissionais aguardam a quitação de valores atrasados e a convocação de uma nova reunião para tratar de reivindicações relacionadas a salários, contratos, retroativos e reforço das equipes. Veja os detalhes na entrevista com a médica Marina Batista, ao vivo.


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Antes do acordo, médicos que prestam serviços para o Município haviam informado que poderiam suspender os atendimentos por tempo indeterminado caso os débitos de abril e maio não fossem resolvidos. A mobilização poderia afetar UBSs, a Unidade de Pronto Atendimento e o Hospital Municipal Eliane Martins.
O comunicado da categoria foi distribuído em uma quarta-feira e estabelecia prazo de 72 horas para a paralisação, prevista para sexta-feira (24) se não houvesse quitação. Os médicos afirmaram manter o compromisso com a população, mas sustentaram não ser possível continuar trabalhando sem receber pelos serviços prestados.
Até então, não havia balanço oficial sobre o número de profissionais que adeririam ao movimento ou sobre quais atendimentos seriam preservados.


Reunião desta quinta-feira (23)


Nas tratativas,  foram discutidos principalmente os pagamentos pelos serviços realizados em abril e maio. Embora o movimento tenha sido suspenso, ainda não existe uma data confirmada para o depósito referente a maio. A previsão apresentada é de que o Município receba entre 8 e 10 de agosto um recurso destinado a cobrir essa pendência.

A definição de quando os profissionais receberão continua entre os pontos monitorados após o fim temporário da mobilização.

Cronograma ainda indefinido

Para os valores relativos a abril, os encaminhamentos variam conforme a unidade onde os médicos atuam. Os profissionais vinculados à UPA e ao Hospital Municipal teriam pagamento previsto para o dia em que o comunicado foi divulgado.

Já os médicos das Unidades Básicas de Saúde, as UBSs, deveriam receber os valores na virada do mês. A expectativa de regularização desses débitos esteve entre os fatores que levaram à suspensão da paralisação.

Demandas além dos atrasados

Como condição para evitar novos impactos na assistência, os médicos solicitaram que o secretário municipal de Saúde organize outra rodada de conversas. A proposta prevê a participação de representantes dos profissionais contratados como pessoas jurídicas, da LiveMed, da Secretaria de Saúde de Ipatinga e da Consaúde.

Não há data divulgada para o encontro. Além dos pagamentos pendentes, a pauta deverá abranger um possível reajuste salarial, alterações nos contratos das instituições envolvidas, aplicação de juros e correção monetária previstos contratualmente e a quitação de valores retroativos.

Os profissionais também pretendem discutir a necessidade de ampliar o número de médicos em determinados setores da rede. A reivindicação por mais equipes será apresentada junto às demandas financeiras e contratuais.

Antes do acordo, médicos que prestam serviços para o Município haviam informado que poderiam suspender os atendimentos por tempo indeterminado caso os débitos de abril e maio não fossem resolvidos. A mobilização poderia afetar UBSs, a Unidade de Pronto Atendimento e o Hospital Municipal Eliane Martins.

O comunicado da categoria foi distribuído em uma quarta-feira e estabelecia prazo de 72 horas para a paralisação, prevista para sexta-feira (24) se não houvesse quitação. Os médicos afirmaram manter o compromisso com a população, mas sustentaram não ser possível continuar trabalhando sem receber pelos serviços prestados.

Até então, não havia balanço oficial sobre o número de profissionais que adeririam ao movimento ou sobre quais atendimentos seriam preservados.

Versão da administração

Em nota enviada à imprensa na noite de quarta-feira (22), a Prefeitura de Ipatinga informou que trabalha para regularizar os pagamentos às empresas médicas contratadas e que mantém diálogo com os prestadores para preservar a assistência à população. Conforme o Município, foi realizado, naquela quarta-feira, o pagamento de R$ 1,1 milhão aos médicos pessoas jurídicas, dentro do cronograma de quitação dos valores pendentes.

A administração municipal atribuiu parte das dificuldades financeiras ao custeio, com recursos próprios, de procedimentos de média e alta complexidade que, segundo a nota, deveriam receber financiamento federal pelo Sistema Único de Saúde. Entre 2023 e 2025, a Prefeitura afirma ter assumido esses custos para evitar a interrupção dos atendimentos.

O Município informou ter solicitado ao Ministério da Saúde uma indenização de R$ 14.490.057,21 e a recomposição permanente de R$ 7,5 milhões anuais no teto de financiamento da média e alta complexidade. De acordo com a Prefeitura, os dois pedidos foram aprovados pela Comissão Intergestores Bipartite do SUS em Minas Gerais e aguardam liberação do ministério.

Na mesma manifestação, a administração afirmou não ter recebido comunicação oficial sobre uma eventual paralisação e reiterou que busca concluir a regularização dos pagamentos.



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