Polícia Civil acusa jornalista da Rádio Itatiaia de golpe milionário

24/01/2020 07:23

A polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do radialista

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A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o jornalista Bruno Azevedo, da Rádio Itatiaia, que é acusado de ter praticado golpes que o levaram a movimentar cerca de 6 milhões de reais em apenas um ano.

Na manhã dessa quinta-feira (23), os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do radialista em Lagoa Santa (MG), nas imediações de Belo Horizonte. A casa, em um condomínio de alto padrão, foi vasculhada. Documentos e celulares foram apreendidos. 

WhatsApp Image 2020-01-24 at 07.33.55 Foto: Divulgação/PCMG
 

Em entrevista coletiva, à tarde, o delegado responsável pelo caso, Marlon Pacheco, explicou como funcionava o suposto esquema.

“Na verdade, o golpe consistia em uma pirâmide financeira. As pessoas envolvidas acreditavam se tratar de um investimento, teoricamente compra de horários de publicidade na rádio, e que seriam remuneradas com a venda destes horários", afirmou o delegado.

De acordo com o delegado a Polícia ainda não sabe qual é o número total de vítimas, mas o casos conhecidos até o momento já configuram o crime.

“Ainda não conseguimos dimensionar a quantidade de vítimas. Nesta investigação, temos em torno de oito vítimas e perfis variados, alguns colegas de trabalho, outras pessoas que realmente se interessavam em ter algum retorno financeiro melhor do que o corrente no mercado, mas eram pessoas que tinham dinheiro para investir", complementou Marlon Pacheco.

WhatsApp Image 2020-01-24 at 07.33.06 Foto: Reprodução/Twitter


 
Em novembro último,  algumas pessoas informaram às autoridades que Bruno Azevedo havia desaparecido. 
Segundo os familiares, ele teria deixado um carta dizendo que fugiria do país. Mas, alguns dias depois, o jornalista retornou a Belo Horizonte.

"Anos sem dormir em paz ameaçado pelo dia seguinte. Estou com medo e desorientado. Não precisa me procurar. Não me acharão no país", escreveu o radialista na carta deixada para a família.
 
O crime de estelionato pode levar a uma pena de prisão entre um e cinco anos, conforme o código criminal.



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