Anvisa proíbe whey protein vendido na internet que pode custar até R$ 380; saiba a marca

Agência determinou apreensão e proibição do suplemento Equaliv Body Protein Cacau após denúncia de possível falsificação e apontou irregularidades na embalagem e rotulagem

24/02/2026 às 09:34 por Redação Plox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição de um suplemento alimentar em pó vendido na internet, após denúncia de falsificação. A medida atinge todas as etapas da cadeia do produto: comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo, conforme comunicado oficial do órgão.

Imagem ilustrativa

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Produto proibido e suspeita de falsificação

Segundo a Anvisa, a fiscalização resultou na proibição do suplemento em pó Equaliv Body Protein Cacau, encontrado à venda em plataformas eletrônicas e atribuído a uma empresa desconhecida. A ação foi motivada por denúncia de falsificação envolvendo o produto anunciado na internet.

No informe, a agência relata que a fabricante Althaia S.A. Indústria Farmacêutica declarou não reconhecer os itens fiscalizados, o que reforça a suspeita de que se trate de mercadoria possivelmente falsificada.

Irregularidades na embalagem e na rotulagem

A Anvisa aponta sinais de irregularidade na rotulagem dos produtos analisados, entre eles:

  • Código de barras fora da área branca padrão
  • Tabela nutricional desalinhada
  • Selo de segurança em alumínio de baixa qualidade
  • Impressão de baixa qualidade, com papel opaco e sem os acabamentos considerados esperados

A agência informa ainda que a decisão está formalizada em resolução publicada no Diário Oficial da União, identificada como Resolução (RE) 661/2026.

Orientação para quem comprou o suplemento

Para consumidores que adquiriram o produto pela internet, a recomendação é clara: não consumir o suplemento e verificar cuidadosamente o anúncio e a embalagem, já que a suspeita envolve falsificação e falhas de rotulagem.

O caso também serve de alerta para quem costuma comprar suplementos em plataformas de e-commerce e marketplaces. A Anvisa já determinou, em situações anteriores, suspensão e recolhimento de outros suplementos por problemas como presença de glúten não declarado e alegações indevidas na rotulagem, mostrando que as irregularidades vão além de preço e estratégias de marketing.

Há menções de que o produto, vendido como suplemento em pó em ambiente online, poderia chegar a custar até R$ 380 em alguns anúncios. A nota oficial mais recente da Anvisa, de 23/02/2026, trata do Equaliv Body Protein Cacau como “suplemento alimentar em pó” e não detalha valores. Assim, o preço pode variar conforme ofertas na internet e não consta no comunicado do órgão.

Alcance da decisão e próximos desdobramentos

Os próximos passos envolvem acompanhar em detalhe a Resolução (RE) 661/2026 citada pela Anvisa, para esclarecer o exato alcance da medida, incluindo lotes específicos, apresentações do produto e eventuais empresas vinculadas.

Também é esperado monitorar se as plataformas de e-commerce vão retirar anúncios relacionados ao suplemento e se haverá novos comunicados da fabricante mencionada, com orientações adicionais para identificação de produtos originais.

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