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A morte de Priscila Versão, de 22 anos, em São Paulo, expõe mais uma vez a violência extrema contra a mulher e reacende a discussão sobre feminicídio no estado. O caso ganhou ainda mais repercussão porque Priscila era amiga de Tainara Souza Santos, jovem que morreu no fim de 2025 após ser arrastada por um carro na Marginal Tietê, também apontada como vítima do companheiro.
As trajetórias das duas amigas, marcadas por suspeita de agressões praticadas por parceiros, evidenciam destinos cruéis e semelhantes em um cenário de violência de gênero que segue em alta.
Segundo informações divulgadas pela revista VEJA, Priscila morreu na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026. O principal suspeito é o marido, Deivit Pereira, de 35 anos, que foi preso.
De acordo com o relato atribuído à Polícia Militar, o homem procurou um pronto-socorro afirmando ter encontrado a mulher “engasgada”. A versão, porém, foi considerada inconsistente pela equipe médica diante do que foi observado no atendimento.
Profissionais de saúde constataram a morte de Priscila e identificaram marcas no corpo compatíveis com agressões, o que reforçou a suspeita de espancamento como causa do crime.
Destinos cruéis e parecidos: saiba quem era a amiga de Tainara morta pelo companheiro
Ainda conforme a apuração publicada, antes da morte o casal teria ido a um bar com apresentação de pagode. No local, os dois teriam discutido, e a agressão teria ocorrido dentro do carro, já na saída.
A VEJA informa que a ocorrência foi registrada com base em dados atribuídos à Polícia Militar, incluindo a narrativa apresentada pelo suspeito ao buscar atendimento e a avaliação inicial de que a versão seria falsa.
Até o momento descrito na matéria original, não havia, em fontes oficiais públicas acessíveis, um comunicado detalhado sobre a tipificação jurídica do caso, a delegacia responsável ou o andamento do inquérito. A orientação é acompanhar futuras atualizações de órgãos de segurança sobre a investigação.
A relação de amizade entre Priscila e Tainara aproxima ainda mais os dois casos e amplia a percepção de um padrão de violência que atinge mulheres jovens em relações afetivas. Ambas tiveram o companheiro apontado como suspeito em circunstâncias de extrema brutalidade.
Os episódios reforçam a urgência em reconhecer sinais de risco, denunciar agressões e acionar a rede de proteção o mais cedo possível, especialmente quando há histórico de discussões, ameaças ou comportamentos controladores por parte do parceiro.
Situações de ameaça, agressão ou perseguição devem ser tratadas como emergência. Em casos assim, é possível acionar:
Familiares, amigos e vizinhos também têm papel importante. Eles podem guardar mensagens, áudios e fotos de lesões, orientar a vítima a não permanecer sozinha em momentos de maior tensão e acionar a polícia ao perceber qualquer sinal de escalada da violência.
A tendência é que o caso avance para uma fase de investigação formal, com produção de laudos, perícias e coleta de depoimentos para esclarecer a dinâmica da morte de Priscila, a autoria e a tipificação do crime.
Com a conclusão do inquérito, a polícia deve encaminhar o material ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia à Justiça. A cobertura sobre o caso deve acompanhar eventuais desdobramentos, como audiência de custódia, manutenção da prisão e novas informações periciais.
Enquanto a apuração oficial avança, as histórias de Priscila e Tainara seguem como símbolo de destinos interrompidos pela violência e de um alerta sobre a urgência em proteger mulheres em situação de risco.