Polícia Civil prende 10 na Operação Fim da Fábula contra golpes digitais e lavagem de dinheiro
Ação do Deic em SP, MG e no DF bloqueou 86 contas bancárias e mira bens; há 53 mandados de prisão temporária, incluindo um contra o funkeiro MC Negão
24/02/2026 às 08:42por Redação Plox
24/02/2026 às 08:42
— por Redação Plox
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (24) dez pessoas em uma operação que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes digitais e lavar dinheiro. A ação também determinou o bloqueio de 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, com valores que podem chegar a R$ 100 milhões em cada conta.
Polícia Civil de SP faz operação contra quadrilha de golpes digitais e bloqueia contas com até R$ 100 milhões
Foto: Divulgação
No total, foram expedidos 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão temporária, entre eles contra o cantor de funk João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão.
MC Negão é alvo de mandado de prisão em operação
Foto: Reprodução
Operação mira golpes digitais em três estados
Batizada de Operação Fim da Fábula, a ofensiva policial ainda está em andamento e ocorre em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
De acordo com as investigações, o grupo seria especializado em fraudes eletrônicas e estelionatos pela internet, utilizando diferentes modalidades para enganar vítimas e desviar valores.
Entre os golpes apurados estão o golpe do INSS, o golpe do falso advogado e o chamado golpe da mão fantasma, além de fraudes com cartões clonados, falsas centrais telefônicas e uso de plataformas de apostas e fintechs para clonagem de chaves PIX.
Força-tarefa reúne policiais e promotores
A operação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio do Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP). Cerca de 400 policiais civis e promotores de Justiça participam da ação.
Como parte da estratégia para atingir o patrimônio da quadrilha, a Justiça paulista determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis dos investigados.
Justiça bloqueia imóveis, veículos e embarcações
Segundo o Ministério Público, foram identificados ao menos 36 imóveis, muitos deles registrados em nome de laranjas ou empresas de fachada, além de centenas de veículos e embarcações ligados ao grupo investigado.
O bloqueio das 86 contas bancárias foi determinado pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.
Conforme o MP, o objetivo das medidas é rastrear, apreender e confiscar bens obtidos ilegalmente, para garantir o ressarcimento das vítimas e a recuperação dos valores desviados.