Tempestade eleva para 24 mortos e deixa 47 desaparecidos em Juiz de Fora e Ubá

Governo de Minas decretou luto oficial de três dias, enquanto resgates seguem em áreas com deslizamentos e alagamentos; Juiz de Fora confirmou 18 mortes e Ubá, seis

24/02/2026 às 19:59 por Redação Plox

O número de mortos após a tempestade que atingiu Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, subiu para 24, conforme atualização divulgada pelo governo de Minas Gerais na tarde desta terça-feira (24). Ao todo, 47 pessoas seguem desaparecidas nas duas cidades, enquanto equipes de resgate mantêm buscas nas áreas afetadas por deslizamentos e alagamentos. Diante da tragédia, o governo estadual decretou luto oficial de três dias. Acompanhe na Live a coletiva de imprensa do governo de Minas Gerais e a ligação telefônica do presidente Lula à prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão.


Vídeo: YouTube


Mortes, desaparecidos e impactos nas cidades

Dos 24 mortos confirmados, 18 morreram em Juiz de Fora e 6 em Ubá. O balanço mais recente aponta ainda a destruição de 74 casas em Juiz de Fora, além de 400 desalojados e 200 desabrigados.

Em Ubá, o temporal provocou danos estruturais graves e a cidade perdeu a quarta ponte. O município registra 14 desabrigados e 46 desalojados, enquanto equipes de emergência continuam atuando nas áreas mais críticas.

Segundo o governo de Minas Gerais, 47 pessoas estão desaparecidas nas duas cidades. Em Juiz de Fora, a Defesa Civil atendeu 265 ocorrências de deslizamentos de terra até o início da tarde desta terça-feira. Em Ubá, a prefeitura informou que foram registradas dezoito ocorrências, e equipes seguem em busca de quatro desaparecidos.

Foto: Rede Social


Alertas e risco geológico na região

Durante coletiva de imprensa, o vice-governador Mateus Simões afirmou que a Defesa Civil emitiu dois alertas para a população de Juiz de Fora: o primeiro na noite de ontem, às 21h50, e o segundo na tarde desta terça-feira.

O alerta não pode ser levado como um SMS, uma previsão do tempo, ele demanda ação imediata. As pessoas em área de encosta precisam sair imediatamente de suas casas. Há risco geológico grave em toda a região. Até que a situação se normalize, quem não precisa sair de casa, não saia de casa. Ajude o seu vizinho, mas não precisa se mobilizar para ir a outro bairro.

Mateus Simões

As autoridades reforçam a orientação para que moradores em segurança evitem se deslocar pela cidade, devido a alagamentos, interrupções de vias e risco de novos deslizamentos.

Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação


Chuvas extremas em Juiz de Fora e Ubá

O volume de chuva registrado em Juiz de Fora em fevereiro já é o maior em quase quatro décadas de medições. Segundo a Climatempo, foram acumulados 579 milímetros desde o dia 1º — mais de três vezes o volume esperado para todo o mês.

Em Ubá, entre a madrugada de ontem e a manhã desta terça-feira, foram contabilizados cerca de 170 milímetros de chuva em apenas três horas e meia. O novo episódio de temporais na tarde de hoje agravou a situação em áreas já fragilizadas.

Foto: André Cruz / Digital MG


Calamidade pública e serviços afetados

Com o agravamento do cenário, a prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública. As aulas na rede municipal foram suspensas e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) cancelou as atividades acadêmicas pelo menos até a próxima sexta-feira, dia 27.

Equipes da Defesa Civil realizam evacuações nas principais áreas de risco, e os serviços de transporte coletivo e coleta de lixo operam em capacidade reduzida por causa do alagamento das ruas.

Mobilização entre governos

Segundo o governo de Minas Gerais, ministros do governo federal, governadores de outros estados e o Exército manifestaram disposição para ajudar nas ações emergenciais. O governo estadual afirma manter contato constante com as prefeituras de Juiz de Fora e Ubá para coordenar as medidas de resposta e assistência às vítimas.


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