Justiça condena homem por tentativa de feminicídio em Inhapim mais de dez anos após o crime

Conselho de Sentença reconheceu motivo fútil e recurso que dificultou a defesa; vítima ficou 39 dias internada e teve sequelas permanentes

24/03/2026 às 06:40 por Redação Plox

Mais de uma década após o crime, a Justiça condenou um homem acusado de tentativa de feminicídio em Inhapim. O julgamento foi encerrado por volta das 17h desta segunda-feira (23), na comarca local. O réu, atualmente com 36 anos, recebeu pena de 17 anos, 3 meses e 3 dias de reclusão por tentativa de homicídio duplamente qualificado registrada em 2012, no distrito de Dom Cavati.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o crime ocorreu no centro da cidade. A vítima, hoje com 38 anos, teria sido perseguida, cercada e brutalmente agredida com golpes na cabeça, além de ataques com objetos. Ainda conforme a acusação, mesmo desacordada, ela continuou sendo atacada, e as agressões só terminaram após a intervenção de moradores.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o crime ocorreu no centro da cidade. A vítima, hoje com 38 anos, teria sido perseguida, cercada e brutalmente agredida com golpes na cabeça, além de ataques com objetos. Ainda conforme a acusação, mesmo desacordada, ela continuou sendo atacada, e as agressões só terminaram após a intervenção de moradores.

Foto: Divulgação



Agressões e intervenção de moradores

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o crime ocorreu no centro da cidade. A vítima, hoje com 38 anos, teria sido perseguida, cercada e brutalmente agredida com golpes na cabeça, além de ataques com objetos. Ainda conforme a acusação, mesmo desacordada, ela continuou sendo atacada, e as agressões só terminaram após a intervenção de moradores.


Sequelas permanentes e internação

De acordo com o Ministério Público, a vítima ficou internada por 39 dias e sofreu traumatismo craniano grave. O quadro deixou sequelas permanentes, com limitações motoras e cognitivas.

Qualificadoras reconhecidas pelo Conselho de Sentença

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu as qualificadoras de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme apontado pelo Ministério Público, a morte não ocorreu por causa da intervenção de terceiros e do socorro prestado.


Promotoria cita gravidade e reparação à vítima

Em entrevista, o promotor de Justiça Jonas Júnio Linhares Costa Monteiro destacou a gravidade do caso e a importância da decisão do Tribunal do Júri. Segundo ele, a violência do crime e a ausência de motivação clara sustentaram o reconhecimento das qualificadoras apresentadas pela acusação.

O promotor também afirmou que, mesmo após mais de dez anos, o julgamento representa uma forma de reparação à vítima. O processo foi conduzido pela 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Inhapim, e o Ministério Público informou que seguirá buscando apoio na área da saúde para garantir a continuidade do tratamento da vítima.

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