Nova lei libera farmácias em supermercados: veja o que pode e o que continua proibido

Norma já em vigor mantém proibição de remédios em gôndolas comuns, exige farmacêutico durante todo o funcionamento e permite venda de controlados com retenção de receita

24/03/2026 às 11:31 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. Na prática, a norma permite que esses estabelecimentos montem uma área específica para funcionar como farmácia ou drogaria, com regras próprias, controle técnico e separação do restante da loja.

A medida já está em vigor. Algumas redes, como a Assaí, já vinham anunciando a instalação de farmácias próprias dentro dos supermercados assim que a lei fosse aprovada. 



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O que muda na venda de remédios dentro dos supermercados

Com a nova legislação, supermercados passam a poder ter farmácias, mas continua proibida a exposição de medicamentos em gôndolas comuns, junto de alimentos ou outros produtos. A venda deve acontecer em um espaço dedicado à dispensação.

Esse espaço precisa ser exclusivo, delimitado e separado do restante do supermercado, seguindo as mesmas regras sanitárias aplicadas a uma drogaria tradicional. A proposta é que a área funcione como uma farmácia independente dentro da área de vendas.

Farmacêutico segue obrigatório e medicamentos controlados entram na lista

A presença de farmacêutico continua obrigatória durante todo o funcionamento do serviço. O profissional deve estar fisicamente no local para orientar os pacientes e garantir o controle na dispensação.


A lei também permite a venda de medicamentos controlados. Nesses casos, a receita é exigida e fica retida. A entrega só pode ocorrer após o pagamento e, se o caixa estiver fora da farmácia, o transporte deve ser feito com lacre.

Quem pode operar a farmácia no supermercado

O funcionamento da área de medicamentos pode ficar sob responsabilidade do próprio supermercado ou ser operado por uma rede de drogarias licenciada e já autorizada.

O que dizem Abrafarma e Conselho Federal de Farmácia

Para a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o texto sancionado representa um avanço em relação a propostas anteriores que previam a venda direta em gôndolas, sem controle técnico. A entidade afirma que a versão final incorporou pontos considerados essenciais, como o cumprimento de normas sanitárias, a presença contínua de farmacêutico e a rastreabilidade dos medicamentos.

O dano foi minimizado. Conseguimos evitar a aprovação de dispositivos que poderiam levar à banalização dos medicamentos

Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, em nota

A Abrafarma acrescenta que o modelo aprovado reforça o entendimento de que medicamentos exigem controle e não devem ser tratados como itens de consumo comum.

Já o Conselho Federal de Farmácia (CFF) diz ter participado da discussão do projeto e considera o texto uma vitória diante do formato inicial, que previa a venda de medicamentos em gôndolas dos supermercados. Para a entidade, agora caberá aos órgãos fiscalizadores assegurar o cumprimento efetivo da legislação.

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