Mulher acusada de matar e mutilar homem no Taquaril é absolvida pelo Tribunal do Júri em BH
Conselho de Sentença reconheceu a inocência da ré e juíza rejeitou denúncia do MPMG; caso ocorreu em março de 2025
24/03/2026 às 21:43por Redação Plox
24/03/2026 às 21:43
— por Redação Plox
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A mulher acusada de matar e mutilar um homem no bairro Taquaril, na região Leste de Belo Horizonte, foi absolvida pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (24/3). O Conselho de Sentença reconheceu a inocência da ré, e a decisão foi formalizada pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti, que considerou improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Momento da leitura da sentença
Vídeo: redes sociais
Segundo a acusação do MPMG, o homem ainda estaria vivo no momento em que teve o órgão genital decepado. Apesar da denúncia, os jurados decidiram pela absolvição da mulher, encerrando o caso no âmbito do Tribunal do Júri.
Ao ouvir a sentença, a mulher passou mal
Foto: Redes sociais
Depoimento
Em depoimento, a ré afirmou que conhecia a vítima desde a infância, já que os dois moravam próximos, e relatou que mantinham um relacionamento esporádico. De acordo com a versão apresentada por ela, o homem tinha livre acesso à residência.
A mulher também declarou que, cerca de duas semanas antes do crime, descobriu que a vítima enviava mensagens de conteúdo sexual para a filha dela, de 11 anos, por meio de recursos de visualização única.
Noite do crime
Ainda conforme o relato prestado pela ré, no dia do crime o homem chegou à casa embriagado. Ela negou ter dado qualquer substância para que ele dormisse e disse que não houve relação sexual entre os dois.
Durante a madrugada, segundo o depoimento, a mulher acordou com os gritos da filha. Ao verificar a situação, afirmou ter encontrado o homem sobre a menina, com a calça abaixada e tentando tapar a boca da criança.
Na sequência, ainda de acordo com essa versão, a mulher conseguiu arrastar o homem até a sala. Em seguida, pegou uma faca e desferiu diversos golpes. Ela afirmou que só conseguiu contê-lo porque ele estava com a calça abaixada.
Depois do crime
Após o crime, um adolescente teria entrado na casa ao ouvir a movimentação. Segundo o relato apresentado, os dois retiraram o corpo do imóvel e o levaram até uma área de mata, onde atearam fogo.
O caso ocorreu em março de 2025 e teve como foco a acusação de homicídio e mutilação. Ao fim do julgamento, porém, o Conselho de Sentença decidiu absolver a ré.