Petrobras não prevê novo aumento do diesel no curto prazo, dizem fontes

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, estatal deve manter estratégia de não repassar automaticamente oscilações externas, enquanto setor aponta defasagem em relação ao mercado internacional e ANP alerta para risco no abastecimento

24/03/2026 às 07:11 por Redação Plox

A Petrobras não prevê um novo aumento no preço do diesel no curto prazo, mesmo diante dos impactos da guerra no mercado internacional de petróleo. A informação foi repassada à Reuters por três fontes ligadas à empresa.

Fernando Frazão/Agência Brasil

Fernando Frazão/Agência Brasil


Estratégia é evitar repasse imediato ao consumidor

De acordo com essas fontes, a estatal pretende manter a estratégia de não transferir de forma automática e imediata as oscilações do cenário externo para o consumidor brasileiro. A avaliação interna é de que períodos de forte instabilidade, como guerras e tensões geopolíticas, não devem resultar, necessariamente, em reajustes nas bombas.

não há nada previsto para os próximos dias

Uma das fontes

Outra fonte afirmou que a empresa monitora o mercado, mas busca equilibrar os interesses dos acionistas sem aumentar ainda mais o custo para a população.

Brent recua após declaração de Trump e reduz tensão

Nesta segunda-feira, o preço do barril do petróleo Brent caiu mais de 10% ao longo do dia, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível adiamento de ações militares contra o Irã. Segundo o texto, a fala contribuiu para reduzir a tensão no mercado, que vinha registrando forte volatilidade desde o início do conflito.

Reajuste de 11,6% ocorreu em 14 de março

No dia 14 de março, a Petrobras aumentou o preço do diesel em 11,6%, após medidas do governo para tentar reduzir os efeitos da alta do petróleo.

Setor aponta defasagem e risco ao abastecimento

Mesmo após esse reajuste, empresas do setor avaliam que o valor praticado no Brasil ainda segue abaixo do mercado internacional, o que desestimula a importação de diesel e pode afetar o abastecimento.

A Petrobras afirma que não realiza reajustes imediatos a cada alta ou queda do petróleo e que leva em consideração uma média dos valores ao longo do tempo.

Apesar disso, a ANP alertou que o abastecimento de combustíveis no país está em situação de risco, devido à menor oferta importada, ao aumento da demanda e à dificuldade de recompor os estoques.

Com informações de CNN Brasil.

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