Homem é preso em Palmas por se passar por advogado morto e infiltrar no Judiciário, diz Ficco-TO

Segundo a investigação, o suspeito usava registro profissional de um jurista do Pará, falecido em 2015, para circular com menos restrições e facilitar ações ligadas ao tráfico interestadual de cocaína.

24/04/2026 às 08:34 por Redação Plox

Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (24/4), em Palmas, suspeito de se infiltrar no sistema de Justiça para atuar na logística do narcotráfico no Tocantins. A prisão ocorreu durante a Operação Prerrogativa de Fachada, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-TO).


Segundo as investigações, o suspeito se passava por advogado utilizando o registro profissional de um jurista do Pará que morreu em 2015

Segundo as investigações, o suspeito se passava por advogado utilizando o registro profissional de um jurista do Pará que morreu em 2015

Foto: Divulgação/PF


Suspeito teria usado identidade de advogado morto em 2015

Segundo as investigações, o suspeito se passava por advogado usando o registro profissional de um jurista do Pará que morreu em 2015. Com a identidade fraudulenta, ele conseguia circular com menos restrições e, de acordo com a polícia, facilitava atividades ligadas ao tráfico de drogas.

A apuração indica que o investigado teria um papel fundamental dentro de uma organização criminosa, com atuação na articulação de rotas e na movimentação de cargas ilegais, especialmente no tráfico interestadual de cocaína.

Mandados foram cumpridos e perfil em sistema da Justiça foi bloqueado

Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Além disso, o perfil utilizado pelo suspeito em sistemas eletrônicos da Justiça foi bloqueado, com o objetivo de interromper a continuidade das atividades ilegais.

Lista de crimes inclui tráfico, estelionato e falsidade ideológica

O homem deve responder por uma série de crimes, incluindo tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, uso de documento falso, falsidade ideológica, estelionato e inserção de dados falsos em sistema de informações. Somadas, as penas podem ultrapassar 65 anos de prisão.

Atuação integrada no combate ao crime organizado

A Ficco-TO, responsável pela operação, reúne forças das polícias Federal, Civil, Militar e Penal, atuando de forma integrada no combate a organizações criminosas no estado. O nome do preso não foi divulgado.

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