Família de preso morto em BH pede ao STF acesso a inquérito da PF
Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro e citado no caso Banco Master, morreu após se enforcar na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte
24/04/2026 às 10:57por Redação Plox
24/04/2026 às 10:57
— por Redação Plox
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A família de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro e apontado como peça central do caso do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso ao inquérito da Polícia Federal (PF) sobre a morte dele. Mourão morreu após se enforcar em um presídio de Belo Horizonte.
O pedido foi apresentado depois que o relatório da PF foi entregue ao ministro André Mendonça, do STF.
Polícia Federal comandou operação que prendeu pessoas relacionadas a Daniel Vorcaro
Foto: Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Família diz que soube do caso pela repercussão na mídia
Segundo o advogado Vicente Salgueiro, em entrevista ao Metrópoles, os familiares acompanharam os desdobramentos do caso principalmente pela repercussão na imprensa e tentam, desde o início das investigações, obter acesso aos autos.
Não há mais motivos de impedimentos para acesso aos autos pela famíliaVicente Salgueiro
Morte ocorreu após prisão determinada pelo STF
Mourão morreu em março, após se enforcar em uma cela da Superintendência da Polícia Federal, em BH, onde estava preso por ordem do ministro André Mendonça, que recebeu o relatório produzido pela corporação.
Ele havia sido detido no âmbito das investigações sobre a atuação de um grupo suspeito de monitorar adversários e planejar ações violentas a mando de Daniel Vorcaro.
Relatório da PF aponta suicídio em 4 de março
De acordo com o relatório, a PF confirmou que “Sicário” atentou contra a própria vida no dia 4 de março, poucas horas depois de ter sido preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.
A corporação informou que o investigado chegou a ser reanimado pelos policiais responsáveis pela custódia, recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levado ao Hospital João XXIII. Ainda assim, ele não resistiu e teve morte encefálica.