Flávio Bolsonaro evita protagonismo em embate de Zema com Gilmar Mendes

Senador se solidarizou com o governador, mas aliados dizem que a estratégia é manter distância para preservar a imagem de “Bolsonaro moderado” e dialogar com o STF

24/04/2026 às 10:42 por Redação Plox

Flávio Bolsonaro deve acompanhar à distância o embate entre Romeu Zema e Gilmar Mendes. A avaliação no entorno do pré-candidato do PL à Presidência é de que ele pode se beneficiar indiretamente do movimento, sem precisar assumir a linha de frente do confronto.

Na última quarta-feira, 22, Flávio se solidarizou com Zema, mas, segundo aliados, não pretende ir além. A estratégia passa por preservar a tentativa de se apresentar como um “Bolsonaro moderado”, em um cenário no qual precisa ampliar espaço entre eleitores de centro que se afastaram do clã Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro apoia, mas não vai se unir a Zema no embate com Gilmar Mendes

Flávio Bolsonaro apoia, mas não vai se unir a Zema no embate com Gilmar Mendes

Foto: crédito: Fotos: Divulgação/Redes Sociais



Moderação como estratégia para ampliar apoio

Para vencer em outubro, em uma eleição descrita por interlocutores como apertada e sujeita a detalhes, Flávio busca capturar votos fora do campo mais alinhado ao bolsonarismo. Nesse contexto, embarcar no tom adotado por Zema poderia significar, para o senador, um recuo na construção dessa imagem mais moderada.

Flávio pode até voltar a usar a expressão “ativismo judicial”, mas a possibilidade de adotar o mesmo tom do ex-governador de Minas é considerada praticamente nula. A intenção, segundo a leitura de aliados, é ser visto como alguém que conversa, negocia e dialoga até mesmo com o Supremo Tribunal Federal.

Embate com Gilmar afasta hipótese de chapa com Zema

De acordo com o texto, o confronto com Gilmar Mendes reduziu drasticamente a chance de Zema ser vice de Flávio. Para alguns, essa possibilidade simplesmente deixou de existir.

No entorno de Flávio, a avaliação é de que a postura de Zema faz sentido do ponto de vista eleitoral: quem está atrás na disputa precisa se diferenciar para ganhar visibilidade, e ter Gilmar Mendes como “cabo eleitoral” pode funcionar em um momento em que o STF está no centro do debate.

Benefício indireto sem protagonismo

Apesar disso, interlocutores reconhecem que não há clareza sobre como o embate vai terminar, nem se os acontecimentos da semana se traduzirão, de fato, em mais intenção de voto para Zema.

Nos bastidores, a leitura é que Flávio celebra o que Zema tem feito: trata-se de um movimento que ele próprio não pode protagonizar, mas que pode favorecê-lo de forma indireta.

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